Mais de 20 pessoas foram seqüestradas, nesta quarta-feira, por um grupo de insurgentes armados, em um prédio de um waqf, instituição de caridade sunita que administra bens religiosos.
O presidente do waqf, Ahmed Abdel Ghafur al-Samarrai, disse que um grupo pertencente a "milícias terroristas" invadiu no começo da manhã o edifício, no bairro Sabat Abkar, na região de Al Slej, e levou mais de 20 pessoas, entre elas funcionários da instituição.
Segundo o representante sunita, entre os reféns estão algumas crianças que acompanhavam suas mães, que trabalham no waqf.
Samarrai disse que depois do seqüestro ordenou a suspensão do trabalho na instituição e pediu aos empregados que fiquem em suas casas até novo aviso. Além disso, pediu ao Governo que tome medidas para acabar com "o escândalo de crimes cometidos contra os iraquianos".
No entanto, fontes da Polícia iraquiana disseram que apenas quatro pessoas foram capturadas, e que um grupo de insurgentes armados parou um microônibus que levava cinco funcionários do waqf e seqüestrou quatro deles depois de obrigar a quinta pessoa a sair do veículo.
Os seqüestradores levaram os quatro reféns no microônibus. As fontes acrescentaram que a ação aconteceu por volta das 13h30 (6h30 em Brasília).
O novo seqüestro aconteceu enquanto uma onda de violência sectária sacode o país, já que mais de 15 pessoas morreram hoje em vários ataques da insurgência em diferentes regiões do Iraque, onde dez corpos foram encontrados em diferentes bairros sunitas e xiitas da capital, segundo fontes policiais.
Na terça-feira, 57 pessoas morreram em um atentado suicida com um carro-bomba na cidade xiita de Kufa, ao sul de Bagdá, um dia depois de um ataque armado contra um mercado de Mahmudiya ter deixado 40 mortos.
Rio de Janeiro, 04 de Abril de 2026
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