Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Mais de 20 mortos em ataques derebeldes no Iraque

Quarta, 05 de Janeiro de 2005 às 15:32, por: CdB

Mais de 20 pessoas, na maioria policiais, morreram nesta quarta-feira em novos ataques a várias cidades iraquianas, um dia antes de o Iraque se reunir com seus vizinhos em Amã para discutir a segurança e as eleições no país.

O ataque mas sangrento aconteceu na cidade de Hila, ao sul de Bagdá, onde a explosão de um carro-bomba deixou pelo menos 13 mortos, nove deles policiais, e mais de 30 feridos.

Segundo disse à EFE um porta-voz do Ministério do Interior, o suicida detonou a carga explosiva na porta de uma Academia de Polícia em Hila, enquanto era realizada uma cerimônia de formatura de novos agentes.

Hila fica no "triângulo da morte", que inclui também localidades como Iskandariya e Mahmudiya, palco de freqüentes ataques contra as forças do Iraque e dos EUA e civis acusados de "colaborar com a ocupação".

O atentado em Hila foi seguido por outro semelhante contra um posto de controle da Polícia e da Guarda Nacional iraquiana em Baquba, 60 quilômetros ao norte da capital, onde morreram seis policiais.

O comando militar americano também informou hoje da morte de um soldado numa "ação de combate" na cidade de Tal Afar (norte), o que elevou para seis o número de soldados americanos mortos nas últimas 24 horas no Iraque.

Além disso, o diretor dos Serviços de Informação da Polícia iraquiana na província central de Diali, brigadeiro Jalifa Suweideh, foi assassinado hoje a tiros quando viajava de carro, próximo a Baquba, no centro do "triângulo da morte".

Estas ações são parte da estratégia dos rebeldes, que tentam minar o processo eleitoral, e que esta semana causou a morte de cerca de cem pessoas em diferentes cidades iraquianas, inclusive na capital.

A insegurança levou vários grupos sunitas a pedir o adiamento das eleições de 30 de janeiro, o que foi rejeitado pelo governo interino e pelos Estados Unidos.

O primeiro-ministro iraquiano, Iyad Allawi, reiterou hoje que as eleições serão realizadas na data prevista e que seu Governo continuará a campanha contra os insurgentes em todo o país, inclusive na cidade de Mossul (400 quilômetros ao norte de Bagdá), que se tornou nos últimos meses um reduto dos rebeldes.

Allawi também pediu aos habitantes de Mossul que colaborem com a polícia e confirmou que quatro partidários do jordaniano Abu Musab al-Zarqawi, suposto líder da Al Qaeda no Iraque, foram detidos recentemente em Mossul, entre eles Abdelaziz Hamdun e Abu Marwan.

O objetivo é "abrir caminho para que os habitantes de Mossul participem das eleições", acrescentou.

O governo de Allawi espera obter um firme apoio à sua política na reunião que os vizinhos do Iraque - Arábia Saudita, Kuwait, Jordânia, Síria, Irã e Turquia - realizarão amanhã, quinta-feira, em Amã, com a participação do Egito.

Vários representantes iraquianos e dos EUA acusaram a Síria e o Irã de estarem ligados aos rebeldes, o que foi negado por Damasco e Teerã.

O próprio Allawi afirmou esta semana que vários oficiais do regime deposto de Saddam Hussein "moram na Síria e tentam prejudicar o Iraque dali".
 

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