Rio de Janeiro, 22 de Agosto de 2026

Mais arrecadação, menor verba contra cheias

Quinta, 13 de Janeiro de 2011 às 10:06, por: CdB

Além do incômodo de se constatar que a dupla governador tucano Geraldo Alckmin-prefeito Gilberto Kassab (ainda DEM-PSDB) só anunciou medidas paliativas antienchentes (leiam nota acima) e para serem executadas ao longo de quatro anos, é triste se ler levantamentos como alguns que têm sido publicadas pela mídia nos últimos dias.

Eles mostram que a Prefeitura paulistana teve sua arrecadação ampliada em mais de 20% em 2010, mas não aplicou, por exemplo, nem a metade do IPTU arrecadado (R$ 835 milhões) em obras contra enchentes. E que, na maior parte dos locais atingidos pelas cheias dos últimos dias tem obras planejadas há anos, cujo início vai sendo adiado e só continuam no papel.

Já a verba de propaganda da Prefeitura bateu novo recorde em 2010: praticamente dobrou, dos R$ 57,8
milhões gastos em 2009, saltou para R$ 108,9 milhões no ano passado.

Mas, uma pergunta não quer calar: tudo bem com as medidas anunciadas, são bem vindas, mas  por que só agora, depois que já chega a 24 o número de mortos vítimas das cheias no Estado de São Paulo? Por que não foi feito nada - pelo contrário - durante todo o ano que passou, se já no verão de 2010 essa tragédia estava anunciada?

Isso sem falar na conivência cúmplice da mídia com os governos Kassab e Alckmin-Serra. Limitam-se a noticiar, mas cobrar providências e apontar a omissão das autoridades, escrachar seus nomes e responsabilidade pelo caos nas manchetes, como fazem com outros governos, nada...

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