Mais alemãs se juntam ao EI, diz chefe da inteligência
A agência de inteligência interna da Alemanha teme que um número crescente de mulheres esteja a caminho da Síria e do Iraque para lutar ao lado de militantes do Estado Islâmico, disse o chefe da agência BfV nesta quarta-feira.
Chefe da agência BfV, Hans-Georg Maassen, durante cerimônia em Berlim
A agência de inteligência interna da Alemanha teme que um número crescente de mulheres esteja a caminho da Síria e do Iraque para lutar ao lado de militantes do Estado Islâmico, disse o chefe da agência BfV nesta quarta-feira.
Hans-Georg Maassen disse a repórteres em Berlim que houve um aumento no número de jovens mulheres com menos de 25 anos deixando a Alemanha para se juntar aos insurgentes. Ele disse que 100 dos 700 alemães nas áreas de combate são mulheres, e metade delas tem menos de 25 anos.
Tendências similares, mostrando mais mulheres ocidentais se juntando ao Estado Islâmico do que a movimentos radicais islâmicos anteriores, foram relatadas em outros países europeus com grande presença muçulmana, como França e Grã-Bretanha.
- Vimos um aumento no número de mulheres que caíram no apelo crescente das atividades de recrutamento na Internet e por contatos pessoais diretos - disse Maasseen, acrescentando que o número de simpatizantes na Alemanha cresceu para cerca de 7,5 mil. "A ameaça está se tornando incrivelmente complexa".
Em setembro do ano passado, a chanceler alemã, Angela Merkel, disse que cerca de 400 alemães e centenas de europeus viajaram para se juntar e lutar ao lado do Estado Islâmico.
Ataques no RamadãO Estado Islâmico incitou seus seguidores na terça-feira a intensificar ataques contra cristãos, xiitas e sunitas que lutam com a coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o grupo radical.
O porta-voz Abu Muhammad al-Adnani pediu aos jihadistas em uma mensagem de áudio para transformar o mês sagrado do Ramadã, que começou na semana passada, em um momento de "calamidade para os infiéis ... xiitas e muçulmanos apóstatas", fazendo um apelo por mais ataques no Iraque, na Síria e na Líbia.
Adnani também também pediu que os árabes no Levante e Arábia Saudita reajam contra seus "líderes tirânicos".
Ele disse que seu grupo não se intimidou pela coalizão liderada pelos Estados Unidos contra a força muçulmana sunita extremista, que tomou grandes regiões do Iraque e da Síria e proclamou um califado.
Segundo Adhani, tribos sunitas no Iraque estavam se juntando aos militantes, depois que o governo iraquiano liderado pelos xiitas e os Estados Unidos não conseguiu levá-los para o processo político iraquiano. "Os sunitas estão agora atrás dos jihadistas", disse ele.
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