A maioria dos trabalhadores com carteira assinada no país, 59,5%, recebe de um a três salários mínimos por mês e não completou o ensino médio, mostrou levantamento realizado com base em dados de 2003 e divulgado nesta terça-feira. Do total de 29,5 milhões de trabalhadores formais, apenas pouco mais de um terço, ou 35,6%, recebem acima de três salários mínimos. O dado piorou na comparação com 2001, quando essa proporção era de 41,7%.
A pesquisa acrescentou que 4,7% ganham abaixo de um salário mínimo. A avaliação consta de estudo realizado pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) a partir de dados do Ministério do Trabalho. Segundo o levantamento, 52,1% dos trabalhadores não têm ensino médio completo. Apesar de o nível de escolaridade média do trabalhador ainda ser baixo na comparação com outros países, houve melhora nos dados entre 2001 e 2003, quando a taxa de analfabetismo caiu de 1,7% para 1%.
No mesmo período, a parcela de trabalhadores com ensino fundamental incompleto caiu de 29,7% para 26%.
Para Mariana Raposo, diretora de operações do Sesi, essa evolução reflete uma maior competitividade na seleção de uma mão-de-obra que é abundante e a universalização do ensino no país, além de esforços das próprias empresas de treinar e educar seus funcionários. Ainda assim, ela afirmou que a baixa escolaridade dos trabalhadores é "um grande problema" para as empresas.
Ainda de acordo com o Sesi, 52,1% dos trabalhadores têm entre 30 e 49 anos de idade e 60% são homens. A maior parcela, 31,7%, está empregada no setor de serviços.