Dois britânicos em três se opõem ao envio de reforços militares ao Iraque para auxiliar os 7.900 soldados já presentes no país árabe. A informação é de uma pesquisa publicada na edição desta terça-feira do jornal 'The Guardian'.
Um total de 84% considera que na eventualidade do envio de reforços, estes deveriam servir unicamente sob comando britânico e em áreas controladas pela Grã-Bretanha, segundo as 1.002 pessoas entrevistadas no último final de semana.
As especulações prosseguem na Grã-Bretanha sobre o eventual envio ao Iraque de cerca de 3 mil soldados de reforço. O ministro britânico da Defesa, Geoff Hoon, deverá estudar o assunto nesta terça-feira, quando se encontrará em Londres com o colega do Conselho de Governo provisório iraquiano, Ali Alaui.
De acordo com a revista, 35% dos eleitores britânicos desejam a retirada das tropas da coalizão do país árabe, o que representa um aumento de oito pontos em relação a uma pesquisa similar realizada no mês passado. Entre as pessoas entrevistadas, 43% consideram que a guerra contra o Iraque foi 'injusta', e 44% que ela era 'justificada'.
Dentro do partido trabalhista, o apoio à política iraquiana do primeiro-ministro Tony Blair teve um aumento de cinco pontos (58%), enquanto a percentagem das pessoas opostas à guerra caiu cinco pontos (31%), segundo o estudo publicado pelo 'The Guardian'.
Maioria dos britânicos se opõem ao envio de reforços ao Iraque
Terça, 25 de Maio de 2004 às 01:15, por: CdB