Rio de Janeiro, 17 de Outubro de 2026

Maioria dos brasileiros de 8 a 14 anos que não sabem ler e escrever freqüenta as escolas

O ensino fundamental está praticamente universalizado no Brasil entre as crianças de 7 a 14 anos (97,6% freqüentam a escola), mas a quantidade de matrículas não se traduz em qualidade da educação. É o que revelam dados da Síntese de Indicadores Sociais 2008, divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).(Leia Mais) A pesquisa mostra que em 2007 1,3 milhão de crianças de 8 a 14 anos de idade não sabiam ler e escrever(5,4% dessa faixa etária) Erramos: O título dessa matéria foi veiculado com um erro de concordância no verbo "freqüentar". A forma correta da palavra foi ao ar às 12h11 desta quinta-feira, após alerta da revisão

Quarta, 24 de Setembro de 2008 às 08:14, por: CdB

O ensino fundamental está praticamente universalizado no Brasil entre as crianças de 7 a 14 anos (97,6% freqüentam a escola), mas a quantidade de matrículas não se traduz em qualidade da educação. É o que revelam dados da Síntese de Indicadores Sociais 2008, divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa, baseada em informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2007, mostra que no ano passado 1,3 milhão de crianças de 8 a 14 anos de idade não sabiam ler e escrever (5,4% dessa faixa etária). Desse total, 1,1 milhão (84,5%) freqüentavam estabelecimento de ensino.

O estudo também mostra que 1,7% dos brasileiros que não sabem ler e escrever têm 14 anos (58,1 mil), idade em que já estariam perto de concluir o ensino fundamental. Porém, quase metade dessa grupo (cerca de 29 mil adolescentes) era analfabeta, mesmo freqüentando a escola.

O cruzamento de dados mostra também que os brasileiros de até 17 anos são as mais afetados pela pobreza. As pessoas nesta faixa etária são maioria entre os 30% mais pobres da população (com rendimento mensal de até meio salário mínimo per capita), segundo a Pnad 2007.

De acordo com o IBGE, uma das explicações para essa realidade é que as famílias com rendimentos mais baixos têm mais filhos. Outra hipótese é que muitas mães não podem trabalhar para cuidar das crianças e, assim, não geram renda. A maioria das crianças nessa situação vive nas Regiões Norte e Nordeste. 

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