A diretora da ONG Davida, Gabriela Leite, sustentou há pouco, no seminário sobre Políticas Públicas de Combate à Exploração Sexual Infantil e o Turismo Sexual, que a maior parte dos casos de exploração sexual de crianças e adolescentes ocorre dentro da própria família. De acordo com ela, levantamento sobre os relatórios do Disque Denúncia, desde 1997, mostra que somente 0,68% dos registros referem-se a turismo sexual.
Gabriela sustentou também que o relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o assunto traz 79 “casos emblemáticos”, comprovados, de exploração. Desses, segundo afirma, apenas 4,2% envolviam turismo sexual. “Os casos restantes traziam a presença, muitas vezes na exploração, de políticos, juízes, pastores e um padre”, disse.
Ainda assim, assegurou, o relatório tem “um capítulo inteiro de recomendações sobre turismo sexual e nada sobre brasileiros que trabalham com turismo sexual, o que mostra que há muito mais um pânico moral sobre o tema”, defendeu.
A ativista acrescentou ser evidente que existe turismo sexual, “mas em muito menor número que nas famílias brasileiras, e temos de discutir isso com honestidade. Do contrário, vamos continuar trabalhando com o improvável”.
Gabriela Leite participa do seminário sobre políticas públicas de combate à exploração sexual infantil e o turismo sexual, que ocorre no plenário 5.
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