Os dados de empregos gerados em 2010, agora corrigidos pelo Ministério do Trabalho (leiam o Destaque Três milhões de empregos criados só no último ano do governo Lula) indicam que os jovens na faixa de 16 a 17 anos foram os mais beneficiados pelo aumento recorde de postos de trabalho formais (2.861 milhões) no ano passado.O número de vagas para eles cresceu 19%.
Também o emprego feminino teve uma expansão de 7,3%, maior, portanto, que a do masculino, de 6,7%. No entanto, as mulheres ainda ganham menos e são minoria: 18,3 milhões de trabalhadoras, ante 25,7 milhões de trabalhadores. O fato de os homens continuarem a ganhar mais indica que a batalha pela igualdade salarial e de genero, tem que ser intensificada e se estenderá ainda por um longo tempo.
Nesta análise do emprego para os jovens há um aspecto ainda mais positivo a ressaltar: embora a oferta de empregos para eles tenha crescido mais do que para outros segmentos da população, os jovens preferiram continuar estudando a entrar no mercado de trabalho. Sua participação no mercado de trabalho teve uma forte redução nos últimos anos oito anos, conforme os dados do IBGE divulgados no início desta semana.
A correção com base na Relação Anual de Informação Social (RAIS) indica haver hoje no país, também, uma grande oferta de empregos para os que têm entre 50 e 64 anos e para o grupo acima de 65 anos - para os desta faixa etária a expansão foi de 12,77%, enquanto para os que se situam entre os 50 e 64 anos foi de 10,28%.
A RAIS registra que o total de trabalhadores formais no Brasil chegou a 44 milhões - incluindo aposentados e pensionistas (portanto com renda), o número chega a 66,7 milhões.
Maior crescimento de vagas é para os jovens
Quinta, 12 de Maio de 2011 às 05:05, por: CdB