Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2026

Maior ataque desde junho de 2007, deixa 68 mortos em Bagdá

Duas bombas em intervalo de poucos minutos deixaram 130 feridos na capital do Iraque.

Sexta, 07 de Março de 2008 às 07:06, por: CdB

Pelo menos 68 pessoas foram mortas na última quinta-feira em um duplo atentado a bomba na área comercial de Karada, no centro de Bagdá, capital do Iraque, segundo autoridades de segurança locais. O número de vítimas, atualizado na manhã desta sexta-feira, ainda tende a aumentar. A ação, atribuída à rede terrorista Al Qaeda, é a mais violenta na capital nos últimos nove meses.

As duas explosões deixaram outras 130 pessoas feridas, de acordo com as autoridades, o pior em Bagdá desde junho de 2007, quando 87 pessoas morreram na explosão de um carro-bomba em frente a uma mesquita. 

A região é uma área de maioria xiita. Uma testemunha no local dos ataques contou ter visto partes de corpos e uma mulher chorando enquanto as equipes de resgate procuravam seus filhos entre os destroços das bombas. 

A segunda bomba teve como alvo a multidão que se aglomerou em torno do local do primeiro ataque, o que teria contribuído para o grande número de vítimas. Sykes afirma que não havia alvos militares evidentes na região e que muitos moradores da área estavam fazendo compras para o fim de semana no momento da primeira explosão.

Adolescentes

De acordo com a polícia, a primeira bomba explodiu na margem de uma rua de Karada e foi seguida, poucos minutos depois, por um atentado suicida. As autoridades afirmam que muitas vítimas eram adolescentes e jovens. Hassan Abdullah, de 25 anos, disse à agência Associated Press que estava parado perto da loja de roupas que possui em Karada quando a primeira bomba explodiu a cerca de 150 metros de distância. Abdullah afirmou que estava indo em direção ao local do primeiro ataque quando a segunda bomba explodiu.

- Eu vi uma perna e uma mão caindo perto de mim quando estava andando. O local todo estava um caos - disse Abdullah.

Pessoas feridas choravam por ajuda, e as pessoas começaram a fugir. Ataques como o desta quinta-feira costumavam ocorrer quase diariamente na capital iraquiana, mas se tornaram menos comuns nos últimos meses. No entanto, números do governo do Iraque divulgados nesta semana apontam que o total de civis iraquianos mortos em fevereiro aumentou em mais de um terço em relação a janeiro.

Os novos dados revertem a tendência de queda no número de mortos registrada nos seis meses anteriores e atribuída ao aumento das tropas americanas no país, à formação de milícias contra a Al-Qaeda por grupos árabes sunitas e à suspensão das atividades da milícia do Exército Mehdi, leal ao clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr.

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