Rio de Janeiro, 05 de Setembro de 2026

Maia aposta em viabilidade e apoio do PSDB para 2006

O prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (PFL), acredita na viabilidade de sua candidatura à Presidência da República e espera ter o apoio do PSDB, apostando que nenhum dos possíveis candidatos tucanos decole para as eleições de 2006. (Leia Mais)

Segunda, 02 de Maio de 2005 às 19:22, por: CdB

O prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (PFL), acredita na viabilidade de sua candidatura à Presidência da República e espera ter o apoio do PSDB, apostando que nenhum dos possíveis candidatos tucanos decole para as eleições de 2006.

Maia disse nesta segunda-feira ter informações de que as aparentes dificuldades da pré-candidatura do governador paulista, Geraldo Alckmin, estariam levando o PSDB a voltar a cogitar o nome do prefeito de São Paulo, José Serra, candidato derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva, na última eleição presidencial.

"Não há hegemonia preliminar. É preciso testar as candidaturas. Se a deles (PSDB) não for viável, que venham conosco", disse Maia a jornalistas, durante o Fórum da Liberdade, em Porto Alegre.

Ao comentar o quadro sucessório, o prefeito reclamou de uma situação que considera favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para Maia, enquanto neste momento os partidos fazem uma mobilização de idéias e não apresentam abertamente candidatos, o presidente já está em campanha.

"(Ele) está em campanha desde o primeiro dia. Trabalha muito pouco. Todos os dias, vai a feiras e seminários onde dá declarações para tentar recuperar sua imagem", disse o prefeito.

Correndo por fora, o governador gaúcho, Germano Rigotto, defendeu a candidatura própria do PMDB.

Na sua opinião, a inserção nacional do partido pode fazer a diferença na disputa presidencial e uma alternativa tipo "terceira via" poderia conquistar o eleitorado em uma situação onde há polarização entre um candidato governista e outro marcadamente de oposição.

Rigotto teve uma experiência vitoriosa nessa linha na disputa estadual em 2002, quando começou com 3 por cento das intenções de voto e acabou deixando para trás um dos favoritos, o ex-governador Antonio Britto (PPS), para derrotar no segundo turno o outro favorito, o atual ministro da Educação, Tarso Genro (PT). Desde então, o chamado "efeito Rigotto" passou a ser uma referência de sucesso na política gaúcha.

"No Rio Grande do Sul, tivemos condições que permitiram que uma terceira via saísse vitoriosa", disse o governador gaúcho.

A 18a. edição do Fórum da Liberdade, evento promovido pelo Instituto de Estudos Empresariais, reúne políticos e empresários em atividades cujo tema é o futuro do mercado de trabalho. Participaram da sessão de abertura, além de Maia e Rigotto, o deputado federal e pré-candidato do PPS, Roberto Freire (PE). Na terça-feira, será a vez de Alckmin.

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