Rio de Janeiro, 25 de Março de 2026

Maggi anuncia apoio a Lula e recebe proposta de R$ 3 bi para agronegócio

O governador reeleito do Mato Grosso, Blairo Maggi (PPS), garantiu, nesta quinta-feira, apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em troca, Maggi recebeu o compromisso do Governo federal de que será facilitado o acesso a cerca de R$ 3 bilhões para o empresário do agronegócio recompor as finanças deterioradas pela questão cambial e problemas climáticos.

Quarta, 11 de Outubro de 2006 às 18:23, por: CdB

O governador reeleito do Mato Grosso, Blairo Maggi (PPS), garantiu, nesta quinta-feira, apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em troca, Maggi recebeu o compromisso do Governo federal de que será facilitado o acesso a cerca de R$ 3 bilhões para o empresário do agronegócio recompor as finanças deterioradas pela questão cambial e problemas climáticos.

- O governo já havia autorizado o acesso a esses créditos, mas isso não aconteceu, ou aconteceu muito pouco, porque os mecanismos eram muito ruins e nós vamos readequá-los.
Isso já vinha sendo negociado com o governo há oito, nove meses -, afirmou o governador reeleito ao deixar o Palácio da Alvorada.

- É melhor para o Brasil, para o Mato Grosso e para o agronegócio dar continuidade às negociações com o presidente Lula (reeleito) do que começar do zero com o adversário -,
acrescentou.

A negociação em torno do acesso ao crédito foi retomada há cerca de 15 dias, segundo o governador mato-grossense. Nesta quarta-feira, ele permaneceu durante várias horas reunido com a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para fechar a readequação do acesso ao crédito. Maggi afirmou que dos R$ 3 bilhões, cerca de R$ 1 bilhão é só para produtores do Mato Grosso.

O apoio de Maggi, vice-presidente nacional do PPS, é considerado fundamental pelos estrategistas da campanha do petista para reverter a tendência de voto dos empresários do agronegócio no candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. O governador do Mato Grosso disponibilizou-se a subir no palanque de Lula, sobretudo nos estados do sul, onde o agronegócio tem forte peso na produção local.

A decisão de Maggi contraria a orientação do seu partido, o PPS, que é aliado de Alckmin. Maggi vai encaminhar duas cartas ao presidente do PPS, Roberto Freire: na primeira Blairo Maggi vai sugerir o próprio afastamento do partido e na outra a sua desfiliação.

-Se ele preferir que eu me desfilie e não respeite a história que tenho dentro do partido, eu levo todo mundo comigo -, disse referindo-se aos seis deputados estaduais, um federal e aos mais de 140 prefeitos filiados ao PPS no Mato Grosso.

O coordenador da campanha de Lula, Marco Aurélio Garcia, rechaçou as acusações de que o governo estaria utilizando-se da máquina para atrair o apoio de Maggi.

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