A máfia entre os estaleiros que concorriam a licitações de obras da Petrobras atuaria há quatro anos pelo menos. O dado foi revelado pela auditoria da petrolífera, que já investigava o caso antes da Operação Águas Profundas, da Polícia Federal (PF).
A operação, deflagrada na última semana, investiga suposto esquema de propina e fraude em licitações da estatal. A auditoria indica vazamento de informações na licitação feita em 2003 para estadia e apoio da plataforma P-22.
Pelos dados da auditoria, a Angraporto, considerada articuladora do esquema, mesmo apresentando preços superiores para vários itens, teria vencido concorrência contra a Renave.
"Tomando-se os elementos do referido quadro para análise, observa-se que, excluindo-se o item de maior peso, aluguel de área do estaleiro para atracação de plataforma, a proposta mais econômica passaria a ser da Renave, R$ 1.653.261,00, menor inclusive que o valor orçado pela Petrobras sem o item, R$ 2.370.751,24", diz o texto.
A investigação da PF resultou na prisão de 14 pessoas, sendo três funcionários da Petrobras.