Rio de Janeiro, 05 de Fevereiro de 2026

Máfia dos estaleiros atuava há 4 anos na Petrobras

A máfia entre os estaleiros que concorriam a licitações de obras da Petrobras atuaria há quatro anos pelo menos. O dado foi revelado pela auditoria da petrolífera, que já investigava o caso antes da Operação Águas Profundas, da Polícia Federal (PF). (Leia Mais)

Sábado, 14 de Julho de 2007 às 11:20, por: CdB

A máfia entre os estaleiros que concorriam a licitações de obras da Petrobras atuaria há quatro anos pelo menos. O dado foi revelado pela auditoria da petrolífera, que já investigava o caso antes da Operação Águas Profundas, da Polícia Federal (PF).

A operação, deflagrada na última semana, investiga suposto esquema de propina e fraude em licitações da estatal. A auditoria indica vazamento de informações na licitação feita em 2003 para estadia e apoio da plataforma P-22.

Pelos dados da auditoria, a Angraporto, considerada articuladora do esquema, mesmo apresentando preços superiores para vários itens, teria vencido concorrência contra a Renave.

"Tomando-se os elementos do referido quadro para análise, observa-se que, excluindo-se o item de maior peso, aluguel de área do estaleiro para atracação de plataforma, a proposta mais econômica passaria a ser da Renave, R$ 1.653.261,00, menor inclusive que o valor orçado pela Petrobras sem o item, R$ 2.370.751,24", diz o texto.

A investigação da PF resultou na prisão de 14 pessoas, sendo três funcionários da Petrobras.

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