A mãe que confessou à polícia ter jogado a filha no ribeirão Arrudas em Contagem (MG), no último domingo, vai ser submetida na tarde desta quinta-feira a um exame de sanidade mental no Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte.
De acordo com o delegado Anderson Pires Bahia, do 4º Distrito de Polícia de Contagem, o objetivo do exame é verificar se Elisabete Cordeiro dos Santos, 25 anos, possui algum tipo de distúrbio que possa justificar o crime que ela teria cometido.
O delegado informou ainda que serão ouvidas nesta quinta mais três testemunhas do caso. Pela manhã prestam depoimento a garota Brenda Martins, 9 anos, a primeira pessoa que viu o bebê no rio e o confundiu com uma boneca, e a mãe dela, Vaneide Martins.
Durante a tarde, uma outra vizinha de Elisabete será ouvida. O delegado disse que quer ouvir essa testemunha porque ela teria afirmado que o suposto crime foi premeditado pela mãe.
A afirmação desta testemunha contraria o que outros vizinhos e também familiares dizem sobre Elisabete. Segundo eles, a dona de casa seria deprimida, mas muito zelosa e carinhosa com os dois sobrinhos que moravam com ela.
— Os sobrinhos dela são todos educados e isso se deve ao carinho e atenção que Elisabete cuidava deles — comentou Vaneide Martins. A melhor amiga, Gilvana Sales, disse que até chegou a pensar em convidar Elisabete para ser madrinha de sua filha de nove meses.
O bebê de Elisabete foi resgatado no último domingo por dois rapazes que pularam na água poluída do ribeirão Arrudas, quando ouviram a garota Brenda gritar dizendo que havia uma boneca boiando na água.
O bebê está internado na Unidade de Terapia Avançada (UTI) Neonatal da Maternidade Municipal de Contagem. Segundo os médicos, o estado de saúde da menina ainda é gravíssimo.