A norte-americana CNN vem promovendo uma cruzada contra o governo do presidente Nicolás Maduro
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro reiterou, nesta sexta-feira, em pronunciamento na capital venezuelana que não vai tolerar a "campanha de ódio" levada ao ar pela rede norte-americana de TV CNN. A emissora, com sede em Atlanta, nos EUA, será convidada a se retirar do país, caso não "retificar" sua conduta na cobertura dos atuais protestos políticos. Cinco pessoas já morreram nos protestos atribuídos pelo governo às forças fascistas que atuam na oposição.
Embora as redes locais, como a TeleSur, realizem uma ampla cobertura das manifestações, os canais de TV identificados com a ultradireita, como a Globovisión – que mantém estreitos laços comerciais com a Rede Globo, no Brasil – amplificam as manifestações de forma a atacar o governo de Nicolás Maduro. O pano de fundo é um leque de queixas que inclui a inflação, a criminalidade, a corrupção e a escassez de produtos básicos.
– Pedi ao ministro (da Informação) que diga à CNN que iniciamos o processo administrativo para retirá-los da Venezuela se eles não se retificarem. Chega! Não aceitarei uma guerra de propaganda contra a Venezuela – disse Maduro, em rede nacional de rádio e TV.
Bridget Leininger, porta-voz do canal, disse em email à agência inglesa de notícias Reuters que a CNN não tem, por enquanto, nenhum comentário a fazer sobre as declarações de Maduro. Para a maioria dos venezuelanos, além das fontes nacionais de informação, é possível acompanhar os discursos da direita fascista em transmissões pela internet. O Twitter e outras redes sociais também se tornaram importantes veículos para a transmissão de informações atualizadas sobre os tumultos que ocorrem diariamente em Caracas e outras cidades, sob o ponto de vista da oposição.
Maduro tem sido bombardeado por críticas de grupos de defesa da liberdade de imprensa ligados à ultradireita, como a ONG Repórteres Sem Fronteiras, por determinar que o canal colombiano NTN24 fosse retirado da grade das operadoras de TV paga da Venezuela, depois de ter exibido ao vivo incidentes violentos na semana passada. O ministro venezuelano das Comunicações disse que a NTN24 estava "focada em derrubar o governo constitucional e acirrar o ódio e a violência entre os venezuelanos".
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.