A filha do educador Paulo Freire, Madalena Freire, defendeu durante solenidade em homenagem a seu pai, no Ministério da Educação, que a palavra analfabeto não seja mais usada para significar que uma pessoa é iletrada.
Para ela, o que existe de fato é a exclusão de pessoas em relação aos símbolos e letras do alfabeto. "Ninguém deixa de ler o mundo", argumentou Madalena.
A filha do mais famoso educador brasileiro, começou a ensinar aos 15 anos e hoje é coordenadora da Organização Não-Governamental Espaço Aberto.
Madalena Freire disse que para ensinar corretamente, o alfabetizador (professor) tem que passar conteúdo e incentivar a consciência de cidadão no aluno. "Só a informação não vale, tem que ter conteúdo e consciência".
O método Paulo Freire de Ensino utiliza palavras do cotidiano do aluno para a aprendizagem e é reconhecido internacionalmente.
Participaram da homenagem, a representante da Organização dos Estados Ibero-Americanos, Rosália Guedes; o representante da Unesco no Brasil, Jorge Werthein, e o secretario extraordinário para a Erradicação do Analfabetismo do MEC, João Luis Homem de Carvalho.
Madalena Freire diz que iletrados não podem ser chamados de analfabetos
Segunda, 08 de Setembro de 2003 às 16:22, por: CdB