Rio de Janeiro, 20 de Maio de 2026

<i>Madagascar</i> leva animais de zôo para ilha selvagem

Quinta, 23 de Junho de 2005 às 12:13, por: CdB

<i>Madagascar</i> traz uma melhora considerável em comparação ao frenético e não muito original <i>O Espanta Tubarões</i>. O filme, que estréia na sexta-feira, certamente começa com o pé direito, mas pára por aí.

Quando uma zebra mimada do Zoológico do Central Park, em Nova York, resolve fugir por estar insatisfeita com a vida na cidade grande, seus amigos entram em cena para ajudar e acabam sendo enviados para a África.

Mas, enquanto os animais ficam perdidos no mar, a história segue em situação semelhante e não consegue encontrar seu rumo. É frustrante ver como essa fábula sobre a sobrevivência fica aquém do seu potencial, apesar desta decepção provavelmente ficar longe de seu público alvo, os jovens, que deverão enlouquecer com o visual caprichado do filme.

<i>Madagascar</i> foi escrito e dirigido por Eric Darnell (<i>FormiguinhaZ</i>) e Tom McGrath (<i>The Ren & Stimpy Show</i>).A história começa bem. Enquanto o leão Alex, a estrela do zoológico, desfruta da vida feita no cativeiro - assim como Melman, a girafa hipocondríaca, e Glória, uma hipopótamo fêmea -, a zebra Marty sente estar perdendo algo maior.

Quando ele foge no meio da noite, Alex, Melman (andando em cima de caixas de Kleenex para não precisar pôr as patas nas ruas sujas e cheias de germes) e Glória formam uma equipe de busca e acabam o encontrando na Grand Central Station.

Mas, antes de conseguirem pegar o trem de volta ao zôo, eles são capturados e enviados para a África.Enquanto isso, na parte de cima do navio de carga, os pinguins tomam o comando da embarcação com a intenção de ir para a Antártida. Na confusão seguinte, Alex, Marty, Melman e Gloria são jogados no mar, acabando na costa da exótica Madagascar.

Presidida por um lêmur que atende pelo nome de rei Julien 13o., a ilha traz à tona os instintos animais mais primários de Alex, para a preocupação de Marty, que começa a se parecer com a próxima refeição do leão.

É por volta desse ponto que <i>Madagascar</i> perde o fôlego. Enquanto as motivações e situações estavam claras na floresta urbana, o roteiro se desmancha na floresta real, especialmente na tentativa de lidar com os impulsos mais obscuros.

Tecnicamente, o pessoal da PDI/DreamWorks continua a se superar e o nível mais alto de animação computadorizada salta da tela. Isso funciona principalmente nas sequências realistas de Nova York. Pedindo desculpas a Woody Allen, Manhattan nunca pareceu tão convidativa.

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