Rio de Janeiro, 07 de Fevereiro de 2026

Maconha pode aumentar risco de psicose, diz estudo

Usuários de maconha e derivados têm um risco 40% maior de sofrer de algum tipo de psicose - como esquizofrenia - do que não usuários, segundo especialistas britânicos. Em um artigo na revista científica The Lancet, uma equipe das Universidades de Bristol e Cardiff liderada por Stanley Zammit afirmou que os jovens precisam ser conscientizados dos riscos. (Leia Mais)

Sexta, 27 de Julho de 2007 às 12:24, por: CdB

Usuários de maconha e derivados têm um risco 40% maior de sofrer de algum tipo de psicose - como esquizofrenia - do que não usuários, segundo especialistas britânicos. Em um artigo na revista científica The Lancet, uma equipe das Universidades de Bristol e Cardiff liderada por Stanley Zammit afirmou que os jovens precisam ser conscientizados dos riscos.

No artigo, os especialistas britânicos também afirmam que até 800 casos de esquizofrenia registrados anualmente na Grã-Bretanha, podem ser ligados ao uso de maconha.

Os pesquisadores analisaram 35 estudos sobre a relação da droga com saúde mental. Eles perceberam que aqueles que usavam maconha com mais freqüência apresentavam risco duas vezes maior de desenvolver sintomas psicóticos como alucinações.

Mas, segundo os especialistas, a ligação entre o consumo da droga e a depressão ou ansiedade está menos clara.

Risco maior

Os autores da pesquisa afirmam que o risco para qualquer pessoa de desenvolver esquizofrenia permanece geralmente baixo, mas pelo fato de o uso de maconha ser tão comum, eles estimaram que isso possa ser um fator em 14% dos problemas ligados à psicose em jovens adultos na Grã-Bretanha.

Mas eles afirmam que não podem descartar a possibilidade de que as pessoas que têm um risco maior de sofrer de doenças mentais terão maior probabilidade de usar a droga.

— É possível que as pessoas que usam maconha tenham outras características que já aumentam o risco de psicoses. Entretanto, todos os estudos indicaram uma associação e parece apropriado alertar o público a respeito do possível risco —, disse Glyn Lewis, professor de psiquiatria.

Lewis afirma que aconselharia o fim do uso da droga particularmente para os usuários que já estão desenvolvendo problemas de saúde mental ou que têm histórico familiar de doenças psicóticas.

Em um editorial da mesma revista The Lancet, pesquisadores dinamarqueses afirmaram que números apresentados no estudo podem ser aplicados em cerca de 800 casos potencialmente evitáveis de esquizofrenia por ano na Grã-Bretanha entre pessoas de 15 a 34 anos.
 

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