O presidente da Centro Atlântica, Mauro Dias, responsável pelo estado de conservação da ferrovia, informou que cerca de R$ 11 milhões estão sendo investidos na conservação dos trilhos neste ano. Ele informou ainda que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) considera que a ferrovia está em condições normais de tráfego.
Os argumentos de Mauro Dias não convenceram o deputado Babá (sem partido-PA), integrante da Comissão de Meio Ambiente.
- Mesmo que a empresa diga que fez o investimento, o que se percebe não é isso. A denúncia do Crea é grave. São dormentes que não foram trocados, apodrecidos, parafusos soltos: isso tudo foi a causa do acidente e mostra a responsabilidade da empresa pelos danos ao meio ambiente - acusou.
A lentidão na adoção de providências em relação ao acidente também foi apontada como agravante pelo alastramento do dano ambiental. A acusação foi feita pelo presidente da APA, Breno Herreira da Silva Coelho. As afirmações de Coelho, no entanto, foram contestadas pelo presidente da ferrovia. Mauro Dias afirmou que a empresa tomou todas as providências para que os danos fossem minimizados, mobilizando bombeiros, entidades ambientalistas e empresas especializadas em retirada de óleo. A população de áreas vizinhas ao local do acidente, segundo ele, foi deslocada para hotéis.