Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

M ortos na Ásia passam de 68 mil e corpos ficam espalhados

Quarta, 29 de Dezembro de 2004 às 06:47, por: CdB

Milhares de corpos decompunham-se ao sol tropical da Indonésia nesta quarta-feira, enquanto equipes de resgate buscavam em remotas áreas do oceano Índico por sobreviventes das gigantes ondas que, no último domingo, mataram mais de 68 mil pessoas.

Muitos dos que escaparam da morte enfrentam agora a luta pela sobrevivência contra a fome e as doenças. A Organização das Nações Unidas (ONU) mobilizou o que está sendo classificada como a maior operação de ajuda de sua história. A diretora-executiva do Unicef, Carol Bellamy, disse que as crianças podem formar até um terço do total de mortos.

A Indonésia tem o maior número de vítimas, com 32.502 mortos registrados até agora - a cifra final deve alcançar os 40 mil. O presidente Susilo Bambang Yudhoyono mencionou "histórias assustadoras" vindas de partes distantes da Província de Aceh, na ponta norte de Sumatra e a região mais próxima ao epicentro do terremoto de magnitude 9,0.

O mau cheiro dos corpos em decomposição se espalha por toda a capital provincial, Banda Aceh, e os suprimentos de água potável, alimentos e combustível estão acabando. Muitos na cidade temem novos terremotos e uma tsunami, e as estradas estão lotadas de pessoas indo embora.

- Não há comida aqui. Precisamos de arroz, precisamos de gasolina, precisamos de remédios. Não como há dois dias - contou Vaiti Usman, uma mulher na faixa dos 30 anos, que disse que o sarongue sujo que vestia era tudo o que lhe restava.

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