Durou apenas seis minutos e quarenta segundos o jogo de estréia de Vanderlei Luxemburgo como treinador do Real Madrid. Um tempo escassíssimo, cerca do 7% do integral de um jogo normal normal. Luxemburgo, no entanto, necessitou de menos da metade para mostrar à Espanha todo o tamanho da sua estrela.
E foi um massacre. Luxemburgo optou por uma escalação bem ofensiva - Raúl, Ronaldo e Morientes no seu ataque. E incumbiu os apoiadores Beckham e Zidane de sufocarem o time de José María Amorrortu com cruzamentos e mais cruzamentos contra a área da Sociedad. Funcionou, perfeitamente.
Em dois minutos, Raúl e Morientes, bem colocados, desperdiçaram duas chances na cara de Riesgo, o perplexo e assustado arqueiro visitante. Daí, em mais sessenta segundos, o Fenômeno brilhou, numa infiltração típica dos seus idos de apogeu - e acabou derrubado por Labaka. Pênalti, que Zidane converteu, com a frieza de costume, 2 x 1.
- O Real se antecipou em tudo - diria, posteriormente, um irritado Amorrortu, sem citar o nome do brasileiro. De fato, configurada a vantagem, Luxemburgo substituiu Ronaldo por Pavón, um zagueiro. Amorrortu mal teve espaço para raciocinar e idealizar uma resposta. Luxemburgo tirou Raúl e colocou Solari, um meia de contenção. Tudo em mais dois minutos.
Frase sintética do próprio Luxemburgo:
- Foi a estréia com que sonhei. Corri um risco ao mandar o time à frente. Deu certo -
O Real subiu aos 32 pontos, ainda dez atrás do líder Barcelona. Só a presença de Luxemburgo em seu banco, porém, propiciou um novo estímulo aos seus torcedores. Que esperam, agora, pela primeira partida intacta do treinador: no próximo domingo, exatamente diante do rival Atlético de Madrid.