O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, voltou a reafirmar nesta sexta-feira que não pretende deixar o cargo que ocupa no do governo. Sua permanência está sendo questionada depois da Comissão de Ética Pública sugerir ao presidente o afastamento de Lupi por entender que há conflito de interesses entre o cargo de ministro e o de presidente do PDT --partido que integra a base de apoio do governo.
Sem citar o nome da comissão, Lupi pediu para que deixassem ele continuar trabalhando. "Estou com consciência tranqüila de quem está cumprindo com o dever. Quero que me deixem trabalhar", disse ele hoje em São Paulo.
Questionado se pretendia deixar o governo, Lupi disse que não. "Da minha parte, não. A não ser que o presidente me tire. Essa é uma prerrogativa dele."
O ministro negou que o pedido de saída do cargo feito pela comissão não o constrange."Constrangimento causa a alguém que tenha feita alguma irregularidade. E no ministério não tem irregularidade. E transparente e não tenho o que esconder, não tenho o que temer."
Lupi afirmou que vai evitar falar sobre o tema e que agora espera pelo o parecer final da AGU (Advogacia Geral da União) sobre o caso.
Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026
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