Em seu discurso nesta terça-feira na XI Unctad, em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a pedir que os critérios do Fundo Monetário Internacional (FMI) para os países em desenvolvimento sejam mudados, para que os investimentos em infra-estrutura não sejam contabilizados como gastos.
- Meses atrás enviei aos presidentes e aos chefes de estado que têm influência no FMI uma carta pedido que eles orientassem seus representantes no fundo a levar em conta a necessidade de diferenciação do chamado gasto com uma piscina, feita na casa de uma autoridade, com o gasto feito em uma hidrelétrica, uma hidrovia ou uma ferrovia - disse Lula.
Para não ser mal interpretado pelo Fundo, o presidente foi mais maleável ao continuar o discurso, completando "mas uma boa briga faz bem ao fortalecimento da democracia e das instituições de financiamento do setor produtivo".
Lula disse que os fluxos financeiros e de investimentos continuam concentrados nos países desenvolvidos e que a internacionalização das economias não contribuiu para a diminuição dos desequilíbrios macroeconômicos, financeiros e tecnológicos.
- Imaginavam que a mera liberalização dos mercados financeiros geraria poupança doméstica, investimentos produtivos, aumento da eficiência e a estabilidade econômica. No entanto, a maioria dos países emergentes têm apresentado instabilidade - disse.
Rio de Janeiro, 21 de Setembro de 2026
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