Rio de Janeiro, 24 de Maio de 2026

Lula: Viagem à Ásia encerra ciclo da política externa do país

Segunda, 30 de Maio de 2005 às 06:50, por: CdB

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira que a viagem à Coréia e ao Japão, encerrada no sábado completou o ciclo da política externa brasileira.

- Eu penso que nós conseguimos completar um ciclo na nossa política externa. Um ciclo que vem dando resultados extraordinários. Nós temos uma balança comercial com o Japão da ordem de US$ 5,6 bilhões. Nós temos uma balança comercial com a Coréia da ordem de US$ 3,2 bilhões. Nós achamos que pelo potencial do Brasil e pelo potencial dos dois países que nós visitamos, Coréia e Japão, nós poderemos fazer muito mais. Poderemos ter uma balança comercial muito mais produtiva que possa possibilitar eles comprarem mais produtos brasileiros, termos mais acordos no campo científico e tecnológico - afirmou Lula em seu programa quinzenal de rádio.

Ele destacou as discussões com os governos japonês e sul-coreano sobre a venda de álcool brasileiro. Lembrou que, assim como o Brasil, o Japão aderiu ao Protocolo de Quioto (firmado na cidade japonesa de Quioto), em que os países se comprometeram a reduzir a emissão de gases poluentes:

- O Japão vai precisar colocar um aditivo menos poluente na gasolina. Nós, aqui no Brasil, colocamos até 25% de álcool na gasolina e o carro funciona normalmente. O Japão deve começar com 3% e a Coréia também precisa começar e o mundo inteiro vai ter que começar. E ninguém pode competir com o Brasil na produção de álcool combustível. O Brasil tem muito mais potencial, tem tecnologia já há 30 anos. E nós fomos lá para tentar convencê-los. Fomos discutir a questão do biodiesel com eles, levamos as garrafinhas do biodiesel para entregar, para saber o que nós poderemos produzir - disse.

O presidente afirmou que voltou bastante otimista da viagem, e que no Brasil não há espaço para "política menor", no sentido de que as relações devem se expandir para garantir desenvolvimento ao país:

- O dado concreto é que esse ciclo termina de forma extraordinária. Voltei com mais gás, voltei muito mais otimista, voltei achando que quem estiver torcendo para o fracasso do Brasil vai quebrar a cara. Pode ficar certo que vai quebrar a cara. Não existe espaço para política menor neste país. O Brasil está tendo uma oportunidade histórica e eu quero dar a minha contribuição para que o Brasil se transforme definitivamente numa economia altamente desenvolvida. Por isso, volto realizado e acho que nós vamos colher frutos extraordinários para o Brasil e para o Japão e para o Brasil e para a Coréia. 
 
O presidente retornou ao Brasil no domingo.

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