Rio de Janeiro, 12 de Janeiro de 2026

Lula vai propor a Bush investimentos no Haiti

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai propor ao presidente norte-americano, George W. Bush, investimentos para fortalecer a economia do Haiti, país mais pobre das Américas, além de parcerias na área de biocombustíveis e o destravamento das negociações agrícolas na Organização Mundial do Comércio (OMC). (Leia mais)

Segunda, 26 de Março de 2007 às 08:49, por: CdB

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse em seu programa semanal de rádio "Café com o Presidente" que vai propor ao presidente norte-americano, George W. Bush, investimentos para fortalecer a economia do Haiti, país mais pobre das Américas, além de parcerias na área de biocombustíveis e o destravamento das negociações agrícolas na Organização Mundial do Comércio (OMC).

- O que é importante é que a gente ajude a desenvolver o Haiti, portanto, nós queremos que haja investimento em dinheiro para que a gente trabalhe projetos de fortalecimento da economia no Haiti. E também discutir com o presidente Bush parceria entre Brasil e os Estados Unidos para ajudar países africanos a se desenvolverem, sobretudo na área do biodiesel e do etanol -, disse.

No próximo dia 31, Lula retribui a visita que Bush fez ao Brasil no início deste mês. Os dois vão se reunir em Camp David, casa de campo do presidente norte-americano, que fica perto da capital Washington.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), órgão responsável por decidir as ações internacionais sobre a paz no mundo, decidiu ampliar até o dia 15 de outubro deste ano a permanência da Força de Estabilização de Paz no Haiti (Minustah). A missão, liderada pelo Brasil, está no país desde 2004, ano em que começou uma crise política e social com a queda do ex-presidente Jean Bertrand Aristide.

Para o presidente, o Brasil tem mostrado ao mundo sua visão de promover comércio mais justo.

- Com muita humildade, com muita serenidade, o Brasil vai fazendo a sua tese prevalecer, no sentido de criar um comércio mais justo, no sentido de procurar parcerias mais fortes. Então, o Brasil está num momento muito bom da sua política internacional. Às vezes, as coisas demoram mais do que a gente gostaria, porque todo mundo quer levar vantagem. Esse é o acordo ideal. Eu acho que o Brasil está no ponto, está no ponto para fortalecer a sua união com a União Européia, está no ponto para fortalecer o Mercosul e a União Europeía fazendo acordo, está no ponto para consolidar definitavemente essa relação estratégica que temos com os Estados Unidos - , afirmou.

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