A reforma ministerial será anunciada, até quarta-feira, pelo próprio presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse um de seus interlocutores no final da manhã desta segunda-feira. A nova composição do ministério, com os titulares das pastas, está em fase de definição e, segundo o chefe da Casa Civil, ministro José Dirceu, será analisada nos próximos dois dias.
A reunião de Coordenação Política, que normalmente acontece às segundas-feiras no Palácio do Planalto, pela manhã, entre o presidente e os ministros Antonio Palocci, da Fazenda; Luiz Gushiken, da Comunicação de Governo; Aldo Rebelo, da Coordenação Política; e o vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, foi cancelada na última hora "por desencontros nas agendas dos ministros", afirmou Dirceu. Lula aproveitou o período para despachar com seus principais assessores. Dirceu, sorridente, respondeu ao ser questionado sobre seu bom-humor, que estava de bem com a vida.
- Estou feliz porque vou ficar quieto e sossegado no meu lugar - disse.
Ciro na expectativa
Na noite deste domingo, na Granja do Torno, Lula se reuniu com alguns ministros para conversar sobre a reforma em seu gabinete. Estiveram presentes Antonio Palocci (Fazenda) e José Dirceu. Embora nenhum deles tenha adiantado qualquer prognóstico sobre as mudanças na composição do governo, o nome do candidato derrotado à Prefeitura do Rio, o deputado federal petista Jorge Bittar passou a manhã em alta nos pontos de discussão política da capital, cotado para o Ministério do Planejamento.
O futuro ministro da Saúde, caso haja mudanças neste setor, também apontado por observadores próximos à cena política federal, tem sido o do ministro Ciro Gomes, que deixaria a atual pasta em uma negociação com o PMDB. Quanto ao ministério da Coordenação Política, atualmente ocupada pelo deputado comunista Aldo Rebelo, ainda segundo analistas, poderá voltar à condição de uma secretaria ligada à Casa Civil.