Após voltar de viagem ao Uruguai, na quinta-feira, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva pretende conversar com os partidos aliados e agilizar a reforma ministerial. A notícia foi dada pelo presidente do Senado Renan Calheiros, após reunião convocada por Lula que contou ainda com as presenças do líder do governo no Senado, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), o ministro da Coordenação Política e Assuntos Institucionais, Aldo Rebelo, e o senador José Sarney (PMDB-AP).
- Não comentamos nomes nem cenários. O presidente nos disse que pretende aguardar a definição do novo líder do PMDB na Câmara dos Deputados. Tenho trabalhado para aproximar o PMDB. Seria bom que respondêssemos a esse momento com a unidade do partido, mas a verdade é que não temos conseguido. Ele também entende que fez bem em não fazer a reforma ministerial antes das eleições das Presidências da Câmara e do Senado, pois talvez tivesse que fazer outra agora - disse o presidente do Senado.
Em relação aos processos derivados das afirmações de Lula sobre a existência de corrupção no governo anterior, Renan disse que o presidente não entende por que a "radicalidade" com que isso está sendo tratado e por que estão tentando "desdobrar uma declaração dessa numa crise irrelevante".
O presidente do Senado enfatizou também que Lula afirmou não querer precipitar a campanha eleitoral de 2006 e que pretende ajudar na reforma política.
- Aqui no Senado, vamos conciliar a tramitação dos requerimentos de convocação de autoridades (para explicar as declarações de Lula) com os demais requerimentos - adiantou.
Renan disse que defendeu a criação de um novo modelo de relação política entre os partidos, o Congresso e o governo.
- Não pedimos troca de ministro - assinalou.