Rio de Janeiro, 11 de Outubro de 2026

Lula vai a Santa Catarina e Estado reforça segurança após saques

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu viajar nesta quarta-feira ao Estado Santa Catarina, castigado pelas chuvas que deixaram milhares de desabrigados e quase uma centena de mortos. As autoridades locais, mobilizadas para fazer o resgate dos afetados, tiveram que destacar reforços de segurança às cidades atingidas pelas fortes chuvas, onde estabelecimentos comerciais foram saqueados pela população em meio à falta de água, luz e comida.(Leia Mais)

Quarta, 26 de Novembro de 2008 às 09:19, por: CdB

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu viajar nesta quarta-feira ao Estado Santa Catarina, castigado pelas chuvas que deixaram milhares de desabrigados e quase uma centena de mortos. As autoridades locais, mobilizadas para fazer o resgate dos afetados, tiveram que destacar reforços de segurança às cidades atingidas pelas fortes chuvas, onde estabelecimentos comerciais foram saqueados pela população em meio à falta de água, luz e comida.

A enxurrada já deixou ao menos 84 mortos e 30 desaparecidos no Estado, além de mais de 54 mil desabrigados. Cidades estão submersas ou com as ruas tomadas pela lama. Em Blumenau, onde 20 pessoas morreram devido à tragédia, cinco pessoas foram presas por saques, de acordo com a Polícia Civil.

Mais de 200 policiais da capital Florianópolis, menos castigada pelas chuvas, foram enviados a cidades onde houve registros de saques na terça-feira. Além disso, cerca de 50 agentes da Força Nacional de Segurança foram destacados para ajudar no combate à criminalidade em Santa Catarina.

– (Também) temos efetivo vindo de outras regiões – afirmou por telefone a assessoria da Polícia Civil, nesta quarta-feira.

O governo federal, por meio de uma medida provisória a ser assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vai reforçar a ajuda com a liberação de R$ 700 milhões. Os recursos são para ajudar às vítimas de Estados atingidos pelas chuvas, especialmente Santa Catarina, de acordo com fontes do Planalto citadas pela Agência Brasil.

O secretário nacional de Defesa Civil, Roberto Guimarães, disse à Reuters que a MP foi solicitada pelo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, após um sobrevôo pelas regiões atingidas em Santa Catarina, na terça-feira.

Seis municípios declararam estado de calamidade pública e oito estão inacessíveis desde o fim de semana, com diversas estradas bloqueadas por enchentes e queda de barrancos. O total de habitantes ilhados nesses municípios chegava a perto de 100 mil.

Autoridades locais, estaduais e federais tentam se mobilizar para conseguir ajuda e dar seguimento ao resgate e amparo à população. As Forças Armadas também participam com homens, aeronaves e veículos anfíbios.

– Estamos de luto, o Estado está de luto, a situação é muito complicada – disse à Reuters o gerente de Operações da Defesa Civil de Santa Catarina, major Emerson Neri, na terça-feira.

– Nosso povo não está nada bem. Tem sido um trabalho árduo – disse.

Segundo o secretário Defesa Civil, que chegou a Santa Catarina no domingo para liderar as operações de resgate, algumas cidades, como Ilhota e Itajaí, estavam em torno de 80% submersas na terça.

Parte da população está sem acesso a água e energia. A Defesa Civil de Santa Catarina pediu a doação de água potável como prioridade, enquanto o governo federal disse ter entregue 286 toneladas de alimentos para os desabrigados.

O abastecimento de gás em municípios da região e no Rio Grande do Sul também foi afetado com o rompimento de um duto. A Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia- Brasil (TBG) informou que o reparo no trecho do gasoduto levaria 21 dias.

Segundo a Defesa Civil, dados do serviço meteorológico indicam recordes históricos de chuvas no mês de novembro nas cidades de Blumenau, Indaial, Joinville, Itajaí e Florianópolis.

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