Apesar de a situação do presidente do Senado estar se complicando a cada dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu entrar na briga para defender a manutenção de Renan no cargo.
Na manhã de quarta-feira, Lula recebeu Renan no Palácio do Planalto. Nesta quinta, na cerimônia em que reconduziu Antonio Fernando de Souza ao cargo de procurador-geral da República, e com Renan na platéia, Lula pediu cautela à PF e ao MP com a divulgação de informações e afirmou que todos são inocentes até que se prove o contrário.
Lula e Renan conversaram durante 40 minutos sobre o rumo que tomou o processo de investigação do presidente do Senado por quebra de decoro parlamentar, especialmente depois que o DEM defendeu formalmente seu afastamento.
Na conversa, Renan reclamou da falta de firmeza dos senadores do PT e da base aliada. Em seguida, Lula recebeu a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), e o vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC), para pedir que a bancada petista dê sustentação ao aliado.
Nas conversas ocorridas no Planalto, foi feita uma avaliação de que o DEM decidiu trabalhar para tirar Renan da presidência, tentar fazer seu sucessor e pôr em risco a governabilidade.
Demonstrando grande abatimento e cansaço, Renan quase foi às lágrimas quando questionado sobre as novas denúncias. Antes de deixar o Senado, apresentando rouquidão e muito nervosismo, implorou aos jornalistas que não mais o questionassem sobre o caso Mônica Veloso.
- Respeitem o meu sofrimento, não quero mais falar sobre isso. Minha família já sofreu demais! Pelo amor de Deus, pelo amor de Deus! Isso é uma questão da minha intimidade, uma coisa privada! - desabafou Renan, sem negar ou confirmar se tinha mandado Gontijo pedir dinheiro emprestado para que fizesse pagamentos a Mônica.