O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deverá fazer mais viagens internacionais pelo menos até o primeiro turno da eleições presidencial, em primeiro de outubro. Lula era esperado em dois eventos no começo da semana que vem: a cerimônia de abertura da Assembléia Constituinte da Bolívia, em Sucre, no domingo, e a posse do presidente reeleito da Colômbia, Álvaro Uribe, na segunda.
O governo da Colômbia contava com a participação de Lula na posse de Uribe até sexta-feira, quando a informação de que o presidente brasileiro não iria chegou a Bogotá. Dias antes, o Itamaraty havia aberto o credenciamento de imprensa para a cobertura da cerimônia - embora não tenha deixado claro a participação de Lula.
Convite
Na Bolívia, até a tarde da segunda-feira, 31, o governo ainda não havia sido comunicado da ausência de Lula no evento de domingo.
- Temos 90% de certeza que ele ainda virá para participar da abertura da Assembléia Constituinte e da partida de futebol, convite do presidente Evo. Mas entendemos que o presidente Lula está em campanha - disse uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Bolívia.
Na semana passada, o conselho político da campanha de Lula teria expressado preocupação com a redução da vantagem nas pesquisas eleitorais e pedido ao presidente que intensifique sua agenda de viagens pelo país.
Em campanha
Lula deverá viajar para São Paulo no próximo fim de semana. Na sexta-feira, deverá participar de um jantar de adesões à campanha no Jockey Club, no sábado ainda fica na cidade e no domingo vai para Minas Gerais. Com a decisão do presidente de evitar fazer campanha nos dias úteis, a busca de votos aberta fica de certa forma restrita aos oito finas de semana até o primeiro turno.
Neste período, estão previstos apenas eventos internacionais sediados em Brasília, como a visita do primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, de 8 a 12 de agosto e a reunião de cúpula do G-3 (Brasil, Índia e África do Sul), em setembro.