Ao participar de um fórum com empresários brasileiros e italianos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou, nesta quarta-feira, que não há mágica na economia e que o controle da inflação continua sendo uma prioridade.
- O Brasil vive hoje um momento auspicioso da sua vida. Obviamente que temos muitas deficiências ainda. Mas nós vamos poder afirmar que em poucos momentos da história do Brasil nós tivemos uma posição tão sólida como nós temos hoje. Não estamos dispostos a fazer mágica em economia. Não existe mágica, existe tomada de posição e seriedade. Nós não vamos permitir que a inflação volte para resolver o problema de caixa de alguns e do próprio Estado brasileiro - disse Lula na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Ao defender uma atuação agressiva do Brasil na busca de espaços no comércio internacional, o presidente disse que as embaixadas devem ser locais de produção.
- A embaixada do Brasil lá fora não pode ser mais uma embaixada de reflexão. Ela tem que ser uma embaixada de produção. Produção política, produção econômica, produção cultural - disse.
Tanto Lula como o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, aproveitaram a rivalidade futebolística com a Itália para fazer comentários descontraídos. Furlan lembrou do pênalti perdido por Roberto Baggio na final da Copa do Mundo de 1994, que deu o título para o Brasil, enquanto Lula lamentou os gols marcados por Paolo Rossi contra a seleção brasileira em 1982, que eliminaram o país do Mundial da Espanha.
Não faltaram também referências à Ferrari e sua equipe de Fórmula 1, que teve Rubens Barrichello como piloto nos últimos seis anos e agora conta com Felipe Massa. O presidente da Confederação da Indústria Italiana (Cofindústria), Luca di Montezemolo, é o presidente da Fiat, dona da Ferrari, onde também já foi presidente.