O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse após a inauguração da usina termelétrica Euzébio Rocha, em Cubatão (SP), nesta quarta-feira, que o Brasil está "em estado de graça" por conta do momento econômico que vive.
– Até 2003 o Brasil passou por uma crise sem precedentes, estávamos subordinados à tutela do Fundo Monetário Internacional (FMI) e as empresas brasileiras, inclusive a Petrobras, não faziam um investimento. Queriam privatizar o Banco do Brasil, as nossas ferrovias foram dadas a alguns grupos empresariais e os trabalhadores viviam sem emprego. Não tinha uma placa de 'precisa-se' em canto algum deste país – disse Lula que estava acompanhado da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
O presidente afirmou ainda que havia um período em que existia "uma lógica perversa de levar a Petrobras à falência para assim vender".
– Só em janeiro nós criamos 180 mil novos empregos com carteira assinada. Vou repetir o número porque estamos em campanha e tem gente inaugurando maquete – afirmou.
Lula disse que, quando começou sua carreira política, pensava que os políticos mentirosos diziam que "matavam a cobra e mostravam o pau".
– Hoje nós pensamos que o certo é matar a cobra e mostrar a cobra morta. Mas como somos ecologicamente corretos, não vamos matar cobra nenhuma, vamos deixar a bichinha viver no habitat natural dela porque o mundo precisa dos dois – discursou Lula.
O presidente voltou a destacar que o dinheiro do pré-sal não poderá apenas ficar restrito a algumas empresas e deverá ser aplicado na educação.
– Este dinheiro é para dar ao povo o que era para ter sido dado há muito tempo. Nós não queremos exportar apenas soja, ferro, suco de laranja: queremos exportar conhecimento – disse.
Lula disse também que o Brasil só chegou onde chegou porque "tivemos coragem e hoje não devemos nada ao FMI, muito pelo contrário, eles que nos devem US$ 14 bilhões".