Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Lula se considera o mais otimista dos brasileiros

Terça, 23 de Março de 2004 às 23:35, por: CdB

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ganhador do prêmio Faz Diferença na categoria País, afirmou em seu discurso, na cerimônia no Hotel Copacabana Palace, que o governo não é tão ruim como apregoa a oposição, mas também não é tão bom quanto achava. Lula brincou falando que aprendeu a ter paciência aos 58 anos, e voltou a dizer que é possivelmente a pessoa mais otimista no país.

O presidente começou seu discurso agradecendo à direção do jornal 'O Globo' e da TV Globo, mencionando o nome do vice-presidente das Organizações Globo João Roberto Marinho.

- Já me sentiria orgulhoso de estar aqui só para ver a Maria Rita (cantora), a Daiane (a ginasta Daiane dos Santos) e o Dan (ator Dan Stulbach). Quero também ver o Palocci ganhar bons prêmios. Mais que o presidente, o ministro da Fazenda e o ministro da Casa Civil, certamente a paciência que o povo teve conosco fez a diferença. Não seria possível chegar onde chegamos sem esse apoio, sem essa paciência e sem essa confiança de anônimos. A compreensão e a incompreensão da imprensa. Porque para o bem e para o mal a imprensa tem um papel fundamental - disse Lula, que participou da cerimônia acompanhado dos ministros Antonio Palocci - premiado na categoria Economia - e José Dirceu.

E prosseguiu:

- Encontramos uma casa que tinha sido vítima de um tremor, estava avariada e o que fizemos até agora foi garantir a sustentação para manter a casa de pé. E vamos conseguir por causa da paciência que todos tiveram conosco. Nunca pensei que fosse aprender a ter paciência aos 58 anos, mas a paciência aumenta quando se aumenta a responsabilidade. Sou possivelmente hoje o mais otimista no país, embora nem sempre as coisas aconteçam na velocidade que queremos.

O presidente também afirmou que tem encontrado dificuldades:

- Não somos tão ruins como apregoam nossos adversários e nem tão bons como achávamos. Somos seres humanos, conscientes de cada palavra que falamos para pobres e ricos. Nós não somos nada mais que seres humanos com vontade de fazer, acertar, resolver problemas de educação, saúde e mortalidade infantil. Aprendi uma coisa: temos o direito de exigir tudo do governo, mas também temos a possibilidade de usar tudo, de exercitar a nossa solidariedade. Dessa forma, teremos não só uma Zilda Arns, mas várias Zildas Arns.

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