Rio de Janeiro, 05 de Setembro de 2026

Lula ressalta integração sul-americana contra narcotráfico

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou sobre oferecer apoio para que países que precisam possam ter condições de se desenvolver. Em seu programa quinzenal de rádio desta segunda-feira, Lula afirmou também que irá cumprir seu papel no processo de integração da América do Sul. (Leia Mais)

Segunda, 02 de Maio de 2005 às 05:56, por: CdB

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou sobre oferecer apoio para que países que precisam possam ter condições de se desenvolver. Em seu programa quinzenal de rádio desta segunda-feira, Lula afirmou também que irá cumprir seu papel no processo de integração da América do Sul, e que considera o momento promissor, especialmente quando se trata da criação da Comunidade Sul-americana de Nações:

- Como maior economia, com a maior população, como país de maior potencial científico e tecnológico, nós temos obrigação de dar condições para que esse crescimento não se dê apenas dentro do Brasil, mas para que ele se dê também nos países, sobretudo os que fazem fronteira conosco.

Lula reafirmou o compromisso de união entre Brasil, Venezuela e Colômbia a fim de combater o narcotráfico e o crime organizado, como forma de ampliar o desenvolvimento de países sul-americanos. Em viagem oficial a Ciudad Guayana, Venezuela, ele ele afirmou que é preciso um trabalho conjunto pois esses são problemas de todos.


O presidente disse que, ao mesmo tempo em que o governo tem trabalhado para fazer com que a economia cresça e gere mais empregos, o Brasil trabalha para gerar oportunidades também a outros países da América do Sul:

- Porque aí nós vamos ter uma relação comercial muito mais forte e vamos depender menos dos dois blocos dominantes hoje no mundo, que são a União Européia e os Estados Unidos.

Segundo Lula, o Brasil não quer "brigar" com os seus dois principais parceiros comerciais, mas, sim, buscar independência:

- Nós queremos negociar com mais autonomia. Nós queremos negociar defendendo os interesses soberanos do Brasil.

As vitórias da política externa brasileira na Organização Mundial do Comércio (OMC) também foram comentadas no programa.

- Ganhamos a ação da cana-de-açúcar com a União Européia. Ganhamos a ação do algodão com os Estados Unidos. E ganhamos a ação do frango salgado com a União Européia, que não considerava frango salgado, carne - acrescentou.

Na semana passada, a OMC confirmou a decisão do Órgão de Apelação que sugere à União Européia a redução das exportações subsidiadas ao limite de 1.273.500 toneladas de açúcar por ano.

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