Em discurso durante a sessão de abertura do Ano Judiciário, no Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que 2004 é lembrado como o ano em que a emenda da reforma do Judiciário foi aprovada e que "vamos trabalhar duro para que 2005 seja lembrado como o ano em que a reforma foi colocada em prática".
O presidente comparou o desenvolvimento brasileiro ao norte-americano e destacou que o século XX foi "o grande século dos EUA". E que agora "as mudanças que podem acontecer no Brasil podem transformar o século XXI no século em que o Brasil passará definitivamente para a história dos países economicamente avançados do ponto de vista judicial e social".
Lula ressaltou também que, ainda neste semestre, o Conselho Nacional de Justiça entrará em funcionamento "fiscalizando os deveres funcionais para uma justiça mais forte e mais acreditada pela população".
O presidente compareceu à sessão solene de abertura do Ano Judiciário às 10h no plenário do STF. Participaram da cerimônia o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Busato.
Às 12h, no Palácio do Planalto, Lula recebe o presidente da Comissão de Representantes Permanentes do Mercosul, o argentino Eduardo Duhalde. À tarde, concede audiência ao embaixador da Espanha no Brasil, José Coderch Planas.
O presidente assina, às 15h30, medida provisória que cria o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem), o Conselho Nacional da Juventude e a Secretaria Nacional da Juventude. Participam da solenidade os ministros Márcio Thomaz Bastos, da Justiça; Ricardo Berzoini, do Trabalho e Emprego, e Patrus Ananias, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, e o representante da Unesco no Brasil, Jorge Werthein.