Representantes do mercado financeiro e de capitais homenagearam, nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia na sede da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), na capital paulista. Participaram empresários de diversos setores e os ministros Guido Mantega, da Fazenda; Fernando Haddad, da Educação; e Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
A homenagem ocorreu em razão de o Brasil ter obtido recentemente o grau de investimento de agências internacionais de classificação de risco. Da Bovespa, Lula seguiu para o escritório regional da Presidência, onde passou a despachar com assessores.
Em seu programa semanal de rádio, pela manhã, Lula disse que o crescimento de 5,8% do Produto Interno Bruto (PIB) significa que a economia do país está no caminho certo, mas que o ritmo de crescimento alcançado deve acompanhar “com clareza” a demanda interna.
- Se a gente continuar consumindo mais do que a gente produz, o resultado é que a gente tenha inflação - disse, em seu programa Café com o presidente.
Lula lembrou que o fortalecimento da economia é importante para uma maior oferta de emprego, para o aumento de salários e, conseqüentemente, da renda familiar. Segundo ele, números “mais equilibrados” também colaboram para o combate à inflação.
- Vamos continuar nesse ritmo para que haja aumento do PIB sem oferecer risco à demanda interna do país. Precisamos crescer com muita responsabilidade e sem nenhum sobressalto - afirmou.
Outro resultado destacado pelo presidente é o maior crescimento dos investimentos quando comparado ao crescimento do consumo. Para ele, o país vive “um bom momento”, com destaque para a expansão dos negócios e para a confiança de empresários.
- Há novas fábricas sendo criadas, mais máquinas sendo instaladas, mais produção sendo gestada. E tudo isso tende a permitir um equilíbrio sustentável entre a nossa demanda e a nossa oferta - disse.
Educação básica
Ainda no programa de rádio, Lula disse que os números referentes ao Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) – divulgados na semana passada – devem ser comemorados “com cautela” e que o país precisa “trabalhar muito” para superá-los.
O presidente também lembrou que houve crescimento do Ideb, entre 2005 e 2007, em todas as etapas da aprendizagem. Para ele, o resultado representa uma melhora na qualidade do ensino oferecido pela rede pública, mas demonstra que o caminho para se chegar ao patamar de países desenvolvidos ainda é “muito longo”.
- Podemos até estar felizes, porque melhorou um pouco. Mas temos que trabalhar muito para que a gente possa melhorar a educação básica no nosso país - afirmou.
O presidente destacou, ainda, que em breve irá divulgar os índices de desenvolvimento por escola, o que vai exigir a participação de prefeitos, governadores, pais e alunos no acompanhamento e na detecção de problemas no ensino público brasileiro.