O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), reafirmou nesta quinta-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer o apoio dos peemedebistas nas eleições de 2006 e que o partido vai ganhar mais espaço na reforma ministerial.
- Ele disse que queria o PMDB na aliança eleitoral de 2006 - afirmou o senador.
O senador informou que, no encontro com o presidente, no final da tarde desta quarta-feira, não ficou detalhado como será a participação do PMDB na reforma ministerial. Segundo ele, o presidente Lula não tratou de candidatura, mas afirmou que a reforma vai refletir a relação do governo com os peemedebistas.
- Ele (Lula) disse mais uma vez que queria o PMDB fortalecido na coalizão de governo. E que a reforma seria conseqüência dessa relação do governo com o PMDB, porque ele queria sim, mais do que nunca, uma relação estratégica, uma coalizão de governo e o PMDB fortalecido nessa relação - ressaltou. De acordo com o presidente do Senado, a reforma deve "acontecer no decorrer da próxima semana".
O líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), que também participou da audiência, disse que Lula reconheceu o apoio do PMDB nestes dois anos de governo e lembrou que PT e PMDB têm diferenças em alguns estados.
- Existem problemas em alguns estados na história do PT, do PMDB e de outros partidos da base, mas o Brasil precisa mudar, precisa de aliança política, de governabilidade. E o governo precisa do PMDB. A reforma (ministerial) vai ser parte desse objetivo estratégico - destacou o líder petista.
O senador Aloizio Mercadante informou que o presidente não vai viajar no próximo fim de semana para concluir a reforma.