Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2026

Lula pressiona para OEA investigar ataque da Colômbia

Presidente do Equador, Rafael Correa cobrou uma decisão rápida da Organização dos Estados Americanos (OEA) em relação à ação armada da Colômbia contra guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano. (Leia Mais)

Quarta, 05 de Março de 2008 às 09:52, por: CdB

Presidente do Equador, Rafael Correa cobrou uma decisão rápida da Organização dos Estados Americanos (OEA) em relação à ação armada da Colômbia contra guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano. Correa recebeu do colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira, a promessa de uma ação incisiva sobre a OEA para que seja instalada, o mais rápido possível, a comissão de investigação proposta pelo Brasil. O conselho permanente do organismo analisa o caso desde a véspera, em sessão extraordinária.

- Exigimos que a OEA se posicione de forma rápida, ratifique a inviolabilidade dos territórios nacionais, de acordo com sua carta constitutiva, ratifique a inviolabilidade da soberania dos países, forme essa comissão de verificação para apurar os fatos, ratifique a agressão de que fomos objetivo - disse em declaração à imprensa após a reunião com Lula, no Palácio do Planalto.

Reiterando o que disse assim que chegou a Brasília, nesta terça, Correa condenou o governo colombiano por atacar territórios onde possa haver a presença de guerrilheiros. Segundo ele, caso prevaleça essa lógica, os países vizinhos também teriam direito de promover ações terroristas na Colômbia.

- Se as Farc são um perigo para a região como manifestou Uribe, todos temos a liberdade de bombardear solo colombiano - afirmou.

O presidente do Equador voltou a agradecer a postura "frontal e direta" com que o governo brasileiro condenou, desde o princípio, o ataque militar colombiano em território vizinho. Disse que é hora da união latino-americana e que conta com o apoio internacional, mas reiterou a disposição do povo equatoriano de ir até as últimas conseqüências para defender a soberania do país.

- Contamos com a comunidade internacional, mas, sobretudo, contamos com nossas próprias forças, nossa dignidade, nossa altivez, e não permitiremos o ultraje de um governo que traiu qualquer princípio de direito internacional - garantiu.

Rafael Correa esteve no Peru, nesta terça, em busca de apoio regional, e seguiu para a Venezuela. O presidente equatoriano deverá passar ainda pelo Panamá, Nicarágua e República Dominicana.

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