Lula ficará só?
Há seis meses, Lula articulava uma frente eleitoral que incluía os aliados tradicionais - PSB e PC do B -, o PMDB e os mensaleiros PTB, PP e PL. Mas arovação da cláusula de barreira atrapalhou os planos. O PMDB não lançará candidato, mas tampouco apoiará alguém. PSB, PTB, PP e PL preferem não casar de papel passado e ficar só na amizade colorida, porque isso os ajuda a tentar os 5% de votos nas eleições para a Câmara. E o PCdoB, que desistiu de superar a cláusula de barreira (o lançamento de Jandira Feghali para o Senado demonstra isso), reclama do PT a falta de reciprocidade. Lula corre o risco de só ter o apoio do PT.
Alckmin pode ter tempo maior de TV
Caso a coligação PSDB-PFL se mantenha, o tucano Geral Alckmin terá 9 minutos e 2 segundos no horário gratuito de rádio e TV. Se Lula ficar só com o PT, seu tempo cai para 5 minutos e 44 segundos, quase quatro minutos a menos que Alckmin. Mas a essa altura isso não o preocupa tanto.
Tucanos cumprem tabela
Tem razão Lula em não se preocupar muito com o fato de ter um tempo de TV menor do que o de Alckmin. O candidato tucano mais parece um zumbi nesta campanha. Não consegue mobilizar sequer seu partido. Não há como deixar de dar razão ao deputado petista Devanir Ribeiro (SP): "O problema do Geraldo Alckmin não está no fato de ele ser pouco conhecido, e sim no seu dom de passar despercebido". Parece que os próprios tucanos já resolveram guardar forças para 2010 e, este ano, apenas cumprir tabela.
Recorde mundial
Nesta quarta-feira, Lula inaugurou mais uma pedra fundamental. Desta vez, a do Complexo Petroquímico do Rio. Assim, vai acabar batendo o recorde mundial dessa modalidade. Em janeiro, num único dia, visitou três trechos da duplicação da rodovia BR-101 no Nordeste, cujas obras estavam apenas iniciando. Em março, na Bahia, "inaugurou" a pedra fundamental de uma nova universidade