O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou empresários, executivos e políticos presentes a um fórum sobre crescimento sustentado a concentrarem energias para definir um caminho para o país "e não ficar olhando a expectativa de crise internacional, causada por aumentos dos juros americanos".
Quase sem sair do discurso escrito para a ocasião, Lula citou melhoras na economia ocorridas durante seu governo, como o início da recuperação de renda do trabalhador, o aumento da produção industrial, reação das vendas do comércio e o aumento da contratação com carteira assinada.
Anunciou também recorde das exportações brasileiras, que atingiram 80 bilhões de dólares nos últimos 12 meses.
"Esse país tem rumo, esse país tem uma agenda clara de iniciativas que estão sendo executadas de modo consciente e tenaz", afirmou o presidente cujo governo tem sido criticado pela demora em executar uma política econômica.
Lula participou na parte da manhã do 16o Fórum Nacional do Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), que até o dia 20 irá debater o tema "Economia do Conhecimento, Crescimento Sustentado e Inclusão Social".
Depois da abertura do fórum, o presidente viajou para Goiânia, onde se reúne com prefeitos de capitais.
Lula criticou o que classificou da choradeira dos empresários, que reclamam do governo mas não apresentam projetos, repetindo assim um discurso recorrente do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Carlos Lessa, anfitrião do evento.
"Nem sempre por detrás da choradeira tem um bom projeto para trazer uma coisa nova para o país", reclamou.
O presidente Lula prometeu pressa na aprovação do projeto Parceria Público Privada (PPP), que está no Congresso e que vai juntar esforços em projetos de infra-estrutura no país. Lula acenou com um também iminente marco regulatório para o setor de saneamento, onde, segundo ele, "será investido mais do que se investiu de 1994 a 2002", em referência ao mandato do governo anterior.
Disse também que o governo está elaborando a reforma universitária, que levará o ensino superior para um número maior de pessoas, e está empenhado em desonerar a folha de pagamento das empresas, para aumentar a criação de empregos.
"Não queremos melhora da economia para um mandato apenas, mas sim para o país, e isso só se faz com seriedade", disse o presidente.