O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reunião na quarta-feira com os ministros da área econômica, no Palácio do Planalto, encomendou medidas para acelerar o crescimento do país, sem mudar os pilares da política econômica. Durante o encontro, Lula ainda recomendou o fim do fogo amigo contra o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles e pdeiu o fim das discussões sobre o fim da era Palocci declarada por Tarso Genro.
Meirelles, presente à reunião, recebeu afagos do presidente, que disse estar satisfeito com o controle da inflação. Lula também avisou aos ministros que não quer curto-circuito público na área econômica, principalmente agora, na temporada de especulações sobre a montagem do novo ministério.
Durante o encontro, que durou três horas, o presidente afirmou de forma enfática que os pilares da política econômica, como o orçamento equilibrado, o superávit primário e o regime de metas de inflação não mudarão e relembrou que o comando da política econômica é dele e afastou a possibilidade de um corte drástico na taxa de juros. A declaração de Tarso Genro sobre o "fim da era Palocci" também foi tema da reunião. Lula pediu o fim do debate público sobre os rumos do governo. À tarde, depois de ser enquadrado, Tarso foi obrigado a recuar da declaração.
Na reunião, Lula pediu sugestões para acelerar o crescimento sem mudar as linhas básicas da política econômica e sem sacrificar os programas sociais. Um dos pontos centrais foi a discussão sobre como aumentar os investimentos públicos e privados. Foram apresentadas mais de 50 sugestões e Lula pediu que os ministros pusessem no papel os tópicos consensuais, a partir dos quais será preparada uma agenda para o diálogo com os governadores e o Congresso.
Uma nova rodada deverá ocorrer em 15 ou 20 dias. Mantega já declarou que os bens de capital são fortes candidatos a ter redução de impostos. É uma medida defendida também por Furlan.
Lula pede, em reunião, um ponto final sobre o 'fim da era Palocci'
Quinta, 02 de Novembro de 2006 às 09:58, por: CdB