Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição no segundo turno e presidente da República, pediu que os governadores aliados, eleitos em 1º de outubro, que se assegurem quanto ao funcionamento das estruturas de campanha do primeiro turno.
- Agora não é hora de tirar férias. É hora de campanha. Férias, só depois do dia 30. Nós precisamos de mais participação da população e mais conversa na sociedade - disse Lula no início da reunião, na manhã desta quarta-feira.
O objetivo é fragilizar o candidato tucano, Geraldo Alckmin, com ataques diretos ao último governo do PSDB, na era Fernando Henrique Cardoso.
- Nós queremos discutir ética, queremos discutir corrupção. O povo merecia uma discussão melhor, mas nossos adversários preferirem se enveredar por aí, vamos colocar na mesa as coisas que precisam. Eles não têm argumento social, econômico, desenvolvimento, e quem não tem argumento, porque os estudos comparativos são mortais em relação aos 8 anos em que eles estiveram no governo, vai procurar outra coisa qualquer para fazer a disputa política - afirmou o presidente Lula.
No encontro estiveram os governadores eleitos Jaques Wagner (PT), da Bahia; além Marcelo Miranda (PMDB), do Tocantins; Wellington Dias (PT), do Piauí; Marcelo Déda (PT), Sergipe; Binho Marques (PT), do Acre; Cid Gomes (PSB), do Ceará; Waldez Góes (PDT), do Amapá. Os governadores Eduardo Braga (PMDB), do Amazonas, e Blairo Maggi (PPS), do Mato Grosso, enviaram representantes.
A surpresa da reunião ficou por conta da presença do governador eleito do Amapá. Góes articula, em nível nacional, o apoio do PDT à candidatura de Lula no segundo turno. O vice-presidente José Alencar e o coordenador de campanha Marco Aurélio Garcia também estiveram presentes no Palácio da Alvorada. Entre os ministros, Dilma Rousseff (Casa Civil), Luiz Dulci (Secretaria Geral), Tarso Genro (Relações Institucionais) e Márcio Fortes (Cidades), também integram o esforço de campanha, junto com o ex-ministro do Desenvolvimento Regional e hoje o deputado eleito pelo PSB do Ceará, Ciro Gomes, com o maior nível de aceitação das eleições.