Rio de Janeiro, 12 de Maio de 2026

Lula: Palocci mostrou firmeza e inocência

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira que ficou satisfeito com a entrevista coletiva concedida neste domingo pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci. O ministro respondeu às denúncias feitas pelo ex-assessor Rogério Buratti de que recebia R$ 50 mil por mês da empreiteira Leão&Leão, prestadora de serviço de coleta de lixo de Ribeirão Preto, quando era prefeito da cidade. Lula fez a declaração no programa de rádio Café com o Presidente. Para Lula, Palocci demonstrou que é inocente e que a política econômica não vai mudar (Leia Mais)

Segunda, 22 de Agosto de 2005 às 07:47, por: CdB

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira que ficou satisfeito com a entrevista coletiva concedida neste domingo pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci. O ministro respondeu às denúncias feitas pelo ex-assessor Rogério Buratti de que recebia R$ 50 mil por mês da empreiteira Leão&Leão, prestadora de serviço de coleta de lixo de Ribeirão Preto, quando era prefeito da cidade. Lula fez a declaração no programa de rádio Café com o Presidente.

Para Lula, Palocci demonstrou que é inocente e que a política econômica não vai mudar.

- Eu acho que a resposta do Palocci mostrou a segurança de uma pessoa inocente, a segurança de um homem que sabe que não vai permitir, em hipótese alguma, que a economia brasileira sofra qualquer abalo. Eu acho que o Palocci deu a resposta que o Brasil precisava ouvir. Acho que ele mostrou a tranqüilidade de um homem que sabe o quer e, portanto, nós vamos tocar o barco - afirmou.

O presidente reafirmou que o governo, a Polícia Federal e o Ministério Público vão investigar todas as denúncias de corrupção. 

- O governo vai facilitar as apurações, até porque essa crise é prolongada. A CPI está prevista para terminar no dia 15 de outubro e depois o processo vai para o Ministério Público, vai para o Poder Judiciário. Então, nós temos apenas que ter paciência e saber que o Brasil tem que ser tocado dia-a-dia - destacou. 


O presidente Lula disse também que não adotará medidas populistas por causa da crise política. Ele citou como exemplo a articulação feita pela base aliada que reverteu a decisão dos senadores de aumentar para R$ 384 o valor do salário mínimo.

- As pessoas me ligam: Presidente, o Senado aprovou R$ 384 e por que o senhor não deixa R$ 384? Está numa crise política... E eu respondo: por uma questão de responsabilidade, ou seja, o país não comportaria, a Previdência não comportaria. Graças a Deus, a Câmara fez o que tinha que ser feito e voltou o salário mínimo para R$ 300. Outro fala, por que não baixa os juros? Porque não é tarefa do presidente baixar os juros. É tarefa do Banco Central - disse.

Lula destacou ainda que vai trabalhar para a consolidação da economia até o final do governo.

- Eu tenho mais um ano e pouco de mandato e quero trabalhar de forma incansável para que a economia brasileira cresça definitivamente de forma sustentável e que o povo brasileiro possa ter certeza de que o Brasil entrou no hall dos países responsáveis, dos países que estão crescendo e dos países que estão fazendo justiça social. Esse é o meu objetivo e com essa determinação eu me deito todo dia e me levanto todo dia - afirmou.

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