O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, para discutir a situação de São Paulo com a onda de rebeliões em presídios do Estado. Uma das medidas para conter a onda de violência foi anunciada em seguida pelo ministro da Justiça, que pôs à disposição do governo de São Paulo os quatro mil homens da Força Nacional.
O governador de São Paulo, Cláudio Lembo, descartou a ajuda do governo federal.
- São Paulo não precisa da Polícia Federal. Confio na Polícia de São Paulo, na polícia Civil e Militar de São Paulo - disse.
Os ataques começaram na sexta-feira e até agora deixaram pelo menos 50 mortos, mais de 40 ônibus queimados. Houve 115 ataques a prédios públicos e postos das polícias Civil e Militar em todo o estado. Entre as vítimas estão 20 policiais militares. Mais de 4 mil ônibus deixaram de circular em São Paulo, nesta segunda-feira, medo da onda de violência.
Os ataques se espalham pelo interior do estado e por outras regiões. Mato Grosso e Paraná já registram rebeliões em seus presídios. Em nota, o governo do Paraná negou que as rebeliões no estado tivessem relação com a onda de violência em presídios de São Paulo.