Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Lula nega que tenha falado com Dilma sobre caso Palocci

O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, evitou comentar a situação do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Perguntado sobre o assunto, ele negou que tenha tratado do assunto com a presidenta Dilma Rousseff.

Terça, 07 de Junho de 2011 às 00:11, por: CdB
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O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, evitou comentar a situação do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Perguntado sobre o assunto, após ser homenageado no Prêmio Top Etanol, ele negou que tenha tratado do assunto com a presidenta Dilma Rousseff. – É uma questão muito pessoal. Eu já vivi isso, sei como é –, disse rapidamente ao sair do evento. Palocci foi citado em uma reportagem da Folha de S.Paulo, que apontou uma grande evolução em seu patrimônio entre 2006 e 2010, período em que era deputado federal. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, decidiu arquivar as representações contra o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. A PGR recebeu quatro representações contra o ministro que pediam abertura de inquérito para investigar a evolução patrimonial do ministro. – A lei penal não tipifica como crime a incompatibilidade entre o patrimônio e a renda declarada. Trata-se de fato que, em tese, poderá configurar ato de improbidade administrativa –, diz Gurgel, no despacho. Segundo o procurador-geral, o eventuais atos de improbidade administrativa cometidos por Palocci serão apurados no inquérito civil aberto pelo Ministério Público Federal no Distrito Federal. No evento, Lula atacou os críticos ao etanol e biocombustíveis brasileiros e afirmou que vai “continuar andando pelo mundo falando da necessidade de mudança da matriz energética.” A premiação foi uma iniciativa do Projeto Agora – ação de comunicação e marketing do setor sucroenergético – que recebeu 258 trabalhos para avaliação. Participaram ainda do evento o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açucar (Unica), Marcos Jank e outras autoridades políticas e empresários do ramo. Após a premiação dos melhores trabalhos, Lula recebeu uma homenagem em reconhecimento ao apoio e esforço voltado para o setor, enquanto presidente. Antes de entregar o tributo a Lula, Marcos Jank classificou o ex-presidente como o “maior defensor de soluções energéticas simples, compatíveis e compactas para a produção de energia.” Durante seu discurso, Lula defendeu que o Brasil é uma nação “produtiva e solidária”, e está caminhando para a “construção de um País auto-suficiente em energia”. Ele ainda colocou o etanol como um dos principais elementos para projeto de desenvolvimento desejável para o século XXI. As frases mais enfáticas do ex-presidente se concentraram nos ataques às críticas dos “países ricos” ao sistema energético brasileiro e supostos danos que causava ao meio ambiente. – Se criou um processo de mentiras contra o Brasil na questão climática, que nós não podemos mais admitir –, defendeu. Com mais liberdade em compartilhar sua opinião não sendo mais presidente, Lula continuou sua ofensiva dizendo que o Brasil foi o único País na Conferência Climática de Copenhage, em 2009, que se comprometeu, seriamente, a reduzir a emissão de gases poluentes. – Nem a União Européia, nem os Estados Unidos tinham a intenção de reduzir suas emissões, porque sabem que para isso teriam que mudar os seus padrões tecnológicos e de investimento –, disparou. Lula ainda parabenizou o atual modelo de trabalho nas lavouras do Brasil. – Quero dar os parabéns aos trabalhadores e aos empresários, pois avançamos de forma extraordinária –, disse o ex-presidente, se referindo à mão-de-obra que muitas vezes era comparado ao trabalho escravo nas áreas de cultivo nacionais. Por fim, Lula garantiu que continuará levando o álcool como alternativa eficiente aos países que visitar, enfatizando a necessidade do Brasil em confiar que não faltará etanol para o mercado interno. – Nós só vamos ganhar o selo de garantia internacional no nosso etanol, quando pudermos olhar nos olhos dos nosso consumidores e dizer que não vai faltar etanol para ninguém –, defendeu.
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