Rio de Janeiro, 04 de Maio de 2026

Lula não decidiu sobre reeleição

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu claros sinais, neste sábado, de que não vai mudar seu discurso em relação às notícias disparadas das três CPIs que investigam suspeitas de corrupção que envolvem sua administração e seu partido. O presidente classificou as denúncias como "levianas" e "insinuações" não confirmadas, ao deixar por alguns minutos a etapa final da XV Reunião de Cúpula Ibero-Americana para falar com jornalistas. (Leia Mais)

Sábado, 15 de Outubro de 2005 às 18:58, por: CdB

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu claros sinais, neste sábado, de que não vai mudar seu discurso em relação às notícias disparadas das três CPIs que investigam suspeitas de corrupção que envolvem sua administração e seu partido. O presidente classificou as denúncias como "levianas" e "insinuações" não confirmadas, ao deixar por alguns minutos a etapa final da XV Reunião de Cúpula Ibero-Americana para falar com jornalistas. Lula ainda reafirmou que não tomou nenhuma decisão sobre a sua reeleição e que, no momento adequado, decidirá conforme sua consciência.

- Digo sempre que, aquilo que for verdade, vai aparecer como verdade. Aquilo que for mentira, vai aparecer como mentira. Houve, em algum momento, muita leviandade, houve insinuações, mas pouca coisa se provou. O que é mais sagrado em tudo isso é o Brasil poder provar ao mundo que as instituições democráticas funcionam independentemente de qualquer situação política.

O presidente insistiu novamente que as CPIs atuam "sem intromissão do governo", que a Polícia Federal continua com suas investigações e que o Ministério Público tomará as medidas cabíveis assim que forem apresentados os resultados das comissões.

Lula ainda respondeu com certo desprezo às pesquisas de opinião que medem o seu grau de popularidade, até mesmo com os resultados mais favoráveis obtidos na mais recente consulta do Ibope, nesta semana, em relação às anteriores.

A desconfiança popular em Lula, entretanto, continua maior que os indicadores de confiança. Mesmo assim, o presidente insistiu que as pesquisas não o preocupam. "Faço questão de não comentar pesquisas, nem quando tenho 0%, nem quando tenho 100% porque elas mostram a fotografia de um momento", declarou. O presidente disse ainda que tem restrições à tese da reeleição e que prefere que os presidentes brasileiros, a partir de 2010, contem com um mandato único de cinco anos, sem direito à reeleição.

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