O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu afagar o Congresso Nacional nesta segunda-feira em seu programa de rádio e descartou a existência de uma guerra política entre o Executivo e o Legislativo. Ele admitiu divergências, sem citar quais, mas disse que o Parlamento, e mesmo a oposição, na hora de votar, dão sua contribuição ao país.
- Muitas vezes, eu vejo manchetes e mais manchetes tentando mostrar uma guerra entre o Congresso e o Poder Executivo...As divergências existem porque nós vivemos num país democrático. Se nós fôssemos um país que não tivesse jornais livres..., que não tivesse partidos políticos de oposição, que o Congresso fosse castrado, obviamente que metade das notícias de divergências não apareceria nos jornais - disse Lula em seu programa Café com o Presidente, ao comentar a aprovação, na semana passada, da Medida Provisória 255, a chamada MP do Bem.
A proposta, elaborada pelo Planalto, prevê benefícios fiscais a diversos setores da economia. Para conseguir aprová-la, o governo teve de fazer inúmeras concessões à oposição.
- O Congresso muitas vezes diverge, mas na hora de votar, sabe que tem que dar uma contribuição para a sociedade. Às vezes coloca um pouco mais, às vezes coloca um pouco menos, mas o resultado de tudo isso é sempre positivo para o Brasil - acrescentou.
Mas o Parlamento, ao contrário do que afirma o presidente, está há meses engessado por conta da crise política, insuflada também pelos partidos de oposição de olho nas eleições do ano que vem. Atualmente, três CPIs estão em andamento para investigar principalmente petistas envolvidos em acusações de corrupção. A pauta de votações, por esses motivos, caminha a passos lentos e não há, até agora, previsão de quando será retomada.