Sem votos suficientes no Senado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou viável a proposta de enviar, no início de 2008, projeto de lei ou medida provisória de redução da alíquota do imposto do cheque. Deu, também, sinal verde para que a equipe econômica do governo estude se é possível isentar da cobrança da CPMF quem movimenta até R$ 1,7 mil por mês.
Lula marcou para esta terça reunião com os ministros Guido Mantega (Fazenda), Dilma Rousseff (Casa Civil), Paulo Bernardo (Planejamento) e Mares Guia. Será uma espécie de sala de situação, na qual os auxiliares vão se debruçar sobre as alternativas para salvar a CPMF.
Como parte da estratégia do Planalto de intensificar as negociações da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) com a oposição, o ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, fará uma visita ao Senado nesta terça-feira. O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT), disse, nesta manhã, que a visita do ministro é "bem-vinda".
Até o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), admite as dificuldades. Pelos cálculos de Jucá, faltam aproximadamente sete votos. O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), concordou:
— O governo precisa da oposição para aprovar a CPMF.
O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), também disse que há um clima favorável para que a prorrogação da CPMF até 2011 seja aprovada. Jaques Wagner disse que não está participando das negociações com o Congresso sobre a CPMF e, por isso, não tem informações sobre quais propostas de desoneração tributária o governo poderia negociar com a oposição.
— O comando das negociações é do ministro Walfrido Mares Guia — disse.
A relatora da proposta da CPMF no Senado, Kátia Abreu (DEM-TO), assegurou que adiantará a apresentação do relatório, mas deixou claro que seu parecer é contrário à prorrogação do imposto do cheque. A negociação do Planalto com os opositores não inclui mudanças no texto da proposta que prorroga a CPMF aprovado pelos deputados. Motivo: qualquer alteração impediria que a emenda constitucional fosse votada neste ano, já que teria de retornar à Câmara.