Rio de Janeiro, 26 de Outubro de 2026

Lula monta gabinete especial para negociar a prorrogação da CPMF

Sem votos suficientes no Senado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou viável a proposta de enviar, no início de 2008, projeto de lei ou medida provisória de redução da alíquota do imposto do cheque. (Leia Mais)

Terça, 23 de Outubro de 2007 às 11:07, por: CdB

Sem votos suficientes no Senado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou viável a proposta de enviar, no início de 2008, projeto de lei ou medida provisória de redução da alíquota do imposto do cheque. Deu, também, sinal verde para que a equipe econômica do governo estude se é possível isentar da cobrança da CPMF quem movimenta até R$ 1,7 mil por mês.

Lula marcou para esta terça reunião com os ministros Guido Mantega (Fazenda), Dilma Rousseff (Casa Civil), Paulo Bernardo (Planejamento) e Mares Guia. Será uma espécie de sala de situação, na qual os auxiliares vão se debruçar sobre as alternativas para salvar a CPMF.

Como parte da estratégia do Planalto de intensificar as negociações da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) com a oposição, o ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, fará uma visita ao Senado nesta terça-feira. O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT), disse, nesta manhã, que a visita do ministro é "bem-vinda".

Até o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), admite as dificuldades. Pelos cálculos de Jucá, faltam aproximadamente sete votos.  O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), concordou:

— O governo precisa da oposição para aprovar a CPMF.

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), também disse que há um clima favorável para que a prorrogação da CPMF até 2011 seja aprovada. Jaques Wagner disse que não está participando das negociações com o Congresso sobre a CPMF e, por isso, não tem informações sobre quais propostas de desoneração tributária o governo poderia negociar com a oposição.

— O comando das negociações é do ministro Walfrido Mares Guia — disse.

A relatora da proposta da CPMF no Senado, Kátia Abreu (DEM-TO), assegurou que adiantará a apresentação do relatório, mas deixou claro que seu parecer é contrário à prorrogação do imposto do cheque.  A negociação do Planalto com os opositores não inclui mudanças no texto da proposta que prorroga a CPMF aprovado pelos deputados. Motivo: qualquer alteração impediria que a emenda constitucional fosse votada neste ano, já que teria de retornar à Câmara.

Tags:
Edições digital e impressa