O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu, nesta segunda-feira, pela manutenção da ministra Erenice Guerra (Casa Civil) no cargo após as denúncias publicadas pela revista semanal de ultradireita Veja sobre a atuação do filho dela, Israel Guerra, na intermediação de negócios junto aos Correios. Por recomendação do presidente, durante encontro na noite passada com a ministra-chefe da Casa Civil, ela deve apresentar respostas e provas "o mais rápido possível".
Partiu da ministra, no entanto, a iniciativa de liberar os sigilos bancários e fiscais da família. Nesta tarde, Erenice reuniu-se com advogados para estruturar sua defesa o quanto antes. Ela contatou o escritório Tojal, Teixeira Ferreira, Serrano & Renault Advogados Associados por sugestão do ex-ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. A Comissão de Ética Pública da Presidência da República, também a pedido da ministra Erenice Guerra, decidiu abrir um procedimento preliminar para apurar a sua conduta. O conselheiro Fabio Coutinho foi escolhido para analisar a documentação enviada pela própria ministra à comissão e adiantou que, "em 10 dias", terá seu parecer pronto.
A reportagem da revista, desmentida horas depois de a revista chegar aos assinantes por sua principal personagem, o empresário Fábio Baracat, afirma que o filho da ministra, Israel Guerra, e a empresa Capital Assessoria e Consultoria Empresarial, à qual é ligado, fizeram lobby para ajudar a MTA Linhas Aéreas a obter a renovação de uma concessão da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A revista também foi processada pela ministra por calúnia e difamação.
O assessor da Secretaria-Executiva da Casa Civil, Vinícius de Oliveira Castro, citado na reportagem como participante do suposto esquema para beneficiar empresas com contratos no governo, pediu demissão do cargo.
Lula mantém Erenice no cargo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu, nesta segunda-feira, pela manutenção da ministra Erenice Guerra (Casa Civil) no cargo após as denúncias publicadas pela revista semanal de ultradireita Veja sobre a atuação do filho dela, Israel Guerra, na intermediação de negócios junto aos Correios.
Segunda, 13 de Setembro de 2010 às 13:49, por: CdB
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu, nesta segunda-feira, pela manutenção da ministra Erenice Guerra (Casa Civil) no cargo após as denúncias publicadas pela revista semanal de ultradireita Veja sobre a atuação do filho dela, Israel Guerra, na intermediação de negócios junto aos Correios. Por recomendação do presidente, durante encontro na noite passada com a ministra-chefe da Casa Civil, ela deve apresentar respostas e provas "o mais rápido possível".
Partiu da ministra, no entanto, a iniciativa de liberar os sigilos bancários e fiscais da família. Nesta tarde, Erenice reuniu-se com advogados para estruturar sua defesa o quanto antes. Ela contatou o escritório Tojal, Teixeira Ferreira, Serrano & Renault Advogados Associados por sugestão do ex-ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. A Comissão de Ética Pública da Presidência da República, também a pedido da ministra Erenice Guerra, decidiu abrir um procedimento preliminar para apurar a sua conduta. O conselheiro Fabio Coutinho foi escolhido para analisar a documentação enviada pela própria ministra à comissão e adiantou que, "em 10 dias", terá seu parecer pronto.
A reportagem da revista, desmentida horas depois de a revista chegar aos assinantes por sua principal personagem, o empresário Fábio Baracat, afirma que o filho da ministra, Israel Guerra, e a empresa Capital Assessoria e Consultoria Empresarial, à qual é ligado, fizeram lobby para ajudar a MTA Linhas Aéreas a obter a renovação de uma concessão da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A revista também foi processada pela ministra por calúnia e difamação.
O assessor da Secretaria-Executiva da Casa Civil, Vinícius de Oliveira Castro, citado na reportagem como participante do suposto esquema para beneficiar empresas com contratos no governo, pediu demissão do cargo.