Rio de Janeiro, 02 de Setembro de 2026

Lula mantém Erenice no cargo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu, nesta segunda-feira, pela manutenção da ministra Erenice Guerra (Casa Civil) no cargo após as denúncias publicadas pela revista semanal de ultradireita Veja sobre a atuação do filho dela, Israel Guerra, na intermediação de negócios junto aos Correios.

Segunda, 13 de Setembro de 2010 às 13:49, por: CdB
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu, nesta segunda-feira, pela manutenção da ministra Erenice Guerra (Casa Civil) no cargo após as denúncias publicadas pela revista semanal de ultradireita Veja sobre a atuação do filho dela, Israel Guerra, na intermediação de negócios junto aos Correios. Por recomendação do presidente, durante encontro na noite passada com a ministra-chefe da Casa Civil, ela deve apresentar respostas e provas "o mais rápido possível". Partiu da ministra, no entanto, a iniciativa de liberar os sigilos bancários e fiscais da família. Nesta tarde, Erenice reuniu-se com advogados para estruturar sua defesa o quanto antes. Ela contatou o escritório Tojal, Teixeira Ferreira, Serrano & Renault Advogados Associados por sugestão do ex-ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. A Comissão de Ética Pública da Presidência da República, também a pedido da ministra Erenice Guerra, decidiu abrir um procedimento preliminar para apurar a sua conduta. O conselheiro Fabio Coutinho foi escolhido para analisar a documentação enviada pela própria ministra à comissão e adiantou que, "em 10 dias", terá seu parecer pronto. A reportagem da revista, desmentida horas depois de a revista chegar aos assinantes por sua principal personagem, o empresário Fábio Baracat, afirma que o filho da ministra, Israel Guerra, e a empresa Capital Assessoria e Consultoria Empresarial, à qual é ligado, fizeram lobby para ajudar a MTA Linhas Aéreas a obter a renovação de uma concessão da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A revista também foi processada pela ministra por calúnia e difamação. O assessor da Secretaria-Executiva da Casa Civil, Vinícius de Oliveira Castro, citado na reportagem como participante do suposto esquema para beneficiar empresas com contratos no governo, pediu demissão do cargo.
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