Rio de Janeiro, 30 de Janeiro de 2026

Lula lança campanha pelo fim da violência contra crianças

Sexta, 15 de Junho de 2007 às 18:07, por: CdB

Ao lançar, nesta sexta-feira,  a campanha nacional "Não bata, Eduque", o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a violência contra crianças não é uma realidade apenas das famílias pobres.

- É uma ilusão achar que esse problema só acontece no meio dos pobres. As famílias pobres, possivelmente, tenham menos vergonha de fazer a denúncia do que determinado tipo de gente que pertence às camadas mais altas da sociedade e que tem vergonha de assumir que, dentro da sua casa, o seu marido violentou uma criança -, afirmou o presidente, em solenidade no Palácio do Planalto.

O objetivo da campanha é conscientizar a população de que castigos físicos contra crianças não devem ser usados como método de educação. A partir desta sexta, mensagens sobre o tema serão divulgadas nas emissoras de rádio e televisão, jornais e gibis, com a apresentadora de programas infantis Xuxa Meneghel.

O presidente disse que o sistema de informação da infância e adolescência do país registrou 500 mil casos de violência psicológica, física e sexual de 1999 até hoje, sendo que apenas 1% das agressões são denunciadas. Pesquisa da organização não-governamental (ONG) Promundo em três comunidades pobres do Rio de Janeiro revelou que 77% dos pais já agrediram alguma vez os filhos. Tapas e palmadas são as formas de violência mais citadas pelos entrevistados.

A apresentadora Xuxa Meneghel destacou que os castigos físicos levam uma criança a entender que pode agredir colegas e até mesmo se tornar um adulto violento.

- Sou um adulto bom, graças às pauladas que meu pai e minha mãe me davam. A gente não pode mais ouvir isso -, afirmou Xuxa.

- A gente vive brigando, pedindo para que não tenha violência fora das nossas casas. Como vamos pedir, lutar e exigir se a violência existe dentro das nossas casas -, completou.

A verificação da autenticidade dos papéis foi o motivo encontrado pelo Conselho de Ética nesta sexta para adiar para a próxima terça-feira a votação do relatório que pede o arquivamento do processo contra Renan.

Sibá telefonou para o diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Lacerda, e solicitou a disponibilidade de um técnico da polícia para ajudar na perícia. O presidente do conselho quer concluir a análise dos documentos até a manhã de terça.
 

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